Coréia do Norte e EUA, eu e você

A Coréia do Norte se assanha. Num verdadeiro balaio de gato, Coréias, China, EUA, Japão e Rússia se engalfinham e, se houver guerra, vai sobrar pro mundo inteiro, inclusive para o Brasil.

O noticiário da mídia de massa foca na relação Coréia do Norte versus EUA e assim cria uma cortina de fumaça. Mas todos sabemos que a Coréia do Norte é soprada pela China e defende os interesses do seu país-mãe. Os chineses, logicamente, negam tudo – “não temos nada a ver com isso”.

A realidade é muito difícil de ser apreendida, mesmo a realidade cotidiana ao nosso redor, quanto mais a realidade das grandes questões internacionais. Quem realmente sabe o que está acontecendo são meia dúzia de pessoas – os “pouquíssimos no topo da pirâmide” (cfr Pacepa).

Acima de tudo, de nada adianta para nós – dois pés-rapados como eu e você – saber exatamente o que está acontecendo porque não temos poder algum além da nossa oração e do oferecimento dos nossos sacrifícios diários. Pode parecer pouco mas a realidade é muito difícil de ser apreendida e só no fim dos tempos saberemos o real valor dos nossos atos.

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93%

Se eu comi dois frangos e você nenhum, a estatística diz que comemos, em média, um frango cada. Estou empachado e a sua barriga está roncando mas a estatística diz que está tudo bem. Este é apenas um exemplo da má interpretação e da manipulação da ciência estatística.

A mais nova campanha de segurança no trânsito da Prefeitura de São Paulo diz, quase no finalzinho, como quem não quer nada: 93% dos acidentes de trânsito são causados por homens. Assim, mesmo, ligeirinho como quem rouba, uma frase solta no ar, subrepticiamente, subliminarmente, uma patadinha leve, totalmente extemporênea.

Das duas, uma: ou o redator é muito ignorante ou muito malicioso.

Senão, vejamos: quase 100% dos motoristas de caminhão são homens, quase 100% dos motoristas de ônibus são homens, quase 100% dos motoristas de táxi são homens, quase 100% dos motoboys são homens, quase 100% dos motoristas de veículos de serviço (eletropaulo, comgás, vivo, net, encanadores, pintores, pedreiros etc.) são homens e, mesmo nos veículos de passeio, os homens são maioria e, mais ainda, dirigem muito mais horas do que as esposas.

Saber a porcentagem exata dos causadores de acidentes demandaria uma pesquisa quase impossível de ser feita. Teria que responder à pergunta: quantas horas um homem dirige até causar um acidente? E uma mulher? Ou, colocado de outra forma: do total de horas dirigidas, quantas são de homens e quantas são de mulheres?

Mas, por ignorância ou malícia, a propaganda ataca “o homem” – o macho patriarcal opressor a bordo dessa máquina (o automóvel) que é o símbolo da liberdade individual, essa liberdade odiada pelos revolucionários.

Muito melhor do que gastar fortunas com propagandas, seria a prefeitura usar esse dinheiro para tapar buraco na rua.

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Fátima, 13 de setembro de 1917

Há cem anos, em Fátima, segundo o Padre João de Marchi no livro Era uma Senhora mais brilhante que o sol.

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Desde as primeiras horas desse dia 13, as casas dos videntes estão tão atulhadas de gente que não é possível passar-se dum compartimento ao outro. Todos querem ver, todos querem falar às crianças, recomendar-lhes as suas necessidades, as suas misérias, as suas preocupações.

A custo os três pastorinhos conseguem pôr-se a caminho da Cova da Iria.

É ainda a Lúcia que nos vai dar uma ideia do que foi o movimento naquele dia 13.

“Ao aproximar-se a hora fui para a Cova da Iria com a Jacinta e o Francisco entre numerosas pessoas que a custo nos deixavam andar. As estradas estavam apinhadas de gente; todos nos queriam ver e falar; ali não havia respeitos humanos. Muita gente do povo, e até senhoras e cavalheiros, conseguindo romper por entre a multidão que à nossa volta se apinhava, vinham prostrar-se de joelhos diante de nós pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas necessidades. Outros, não conseguindo chegar junto de nós, clamavam de longe. Um deles:

— Pelo amor de Deus peçam a Nossa Senhora que me cure o meu filho que é aleijadinho.

Outro: — Que me cure o meu que é cego.

Outro: — O meu que é surdo!

— Que me traga meu marido, meu filho que andam na guerra; que me converta um pecador; que me dê saúde que estou tuberculoso, etc.

Ali apareciam todas as misérias da pobre humanidade e alguns gritavam até do cimo das árvores e paredes para onde subiam com o fim de nos ver passar.

Dizendo a uns que sim, dando a mão a outros para os ajudar a levantar do pó da terra, lá fomos andando, graças a alguns cavalheiros que nos iam abrindo a passagem por entre a multidão.

Quando agora leio no Novo Testamento essas cenas tão encantadoras da passagem de Nosso Senhor pela Palestina, recordo estas que tão criança ainda Nosso Senhor me fez presenciar nesses pobres caminhos e estradas de Aljustrel à Fátima e à Cova da Iria e dou graças a Deus oferecendo-Lhe a fé do nosso bom povo português e penso se esta gente se abate assim diante de três pobres crianças só porque a elas é concedida misericordiosamente a graça de falar com a Mãe de Deus, que não faria se visse diante de si o próprio Jesus Cristo?…”

Chegadas as crianças finalmente junto da carrasqueira, a Lúcia, como de costume, ordena ao povo que reze o terço, a que ela mesmo preside. Todos caiem de joelhos e, ricos e pobres, em voz alta, respondem às contas passadas por uma pobre pastorinha da serra.

Não tinha ainda acabado a reza, quando os pequenos se levantam a esquadrinhar o horizonte. Tinham visto o relâmpago: a bondosa Senhora não podia faltar à palavra dada.

Uns momentos, e sobre a azinheirinha já poisa a doce Rainha do Céu, a sorrir-lhes maternal.

Que é que Vossemecê me quer? — pergunta, como sempre, a Lúcia.

E a linda Senhora responde:

Continuem a rezar o terço a Nossa Senhora do Rosário, todos os dias, para alcançarem o fim da guerra.

E repetindo o que já lhes tinha dito no mês precedente insiste em que não faltem ali no dia 13 de Outubro, em que viria São José com o Menino Jesus para dar a paz ao mundo; Nosso Senhor para abençoar o povo e depois se veria a sua Imagem correspondente às duas invocações de Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Carmo.

Têm-me pedido para pedir muitas coisas — diz-Lhe a Lúcia — Esta pequena é surda-muda. Não a quer curar?

— Durante o ano experimentará algumas melhoras.

São pedidos de conversões… são pedidos de curas…

— Alguns curarei, outros não, porque Nosso Senhor não se fia neles — responde a Virgem.

O obstáculo ao milagre seria para uns a falta de disposições suficientes; quanto aos outros, a doença seria para eles maior bem do que a cura.

O povo gostava muito de ter aqui uma Capela — continua a pequena não perdendo a ocasião de recordar o pedido que lhe fizera a Sra. Maria Carreira.

— Empreguem metade do dinheiro, que até hoje têm recebido, nos andores, e sobre um deles ponham Nossa Senhora do Rosário; a outra parte será destinada a ajudar a construção duma Capela.

— Há muitos que dizem que eu sou uma intrujona, que merecia ser enforcada ou queimada. Faça um milagre para que todos creiam! — pede, pela terceira vez, a Lúcia.

— Sim, em Outubro farei um milagre para que todos acreditem — assegura de novo a Senhora.

— Umas pessoas deram-me duas cartas para Vossemecê e um frasco de água de Colônia.

— Isso de nada serve para o Céu! — responde a Virgem.

Depois destas palavras a branca Visão despede-se e eleva-se no ar empregnado de sobrenatural.

A Lúcia grita então para o povo:

— Se querem vê-La, olhem para ali! — e indica o Nascente por onde a Virgem ia a desaparecer.

Àvidamente todos os olhos tomaram a direcção apontada e muitos puderam observar de novo o fenómeno notado antes.

O glogo luminoso ascendia também para o Céu, reconduzindo à sua Celeste Morada a bondosa Rainha dos Anjos.

Depois de uns instantes de trépida comoção os peregrinos precipitavam-se sobre as afortunadas crianças a assediá-las com mil interrogações. Foi com dificuldade que os pais conseguiram reconduzi-las às suas casdas, que encontraram de novo literalmente cheias de gente. E as perguntas não deixaram de chover até que a noite veio cobrir com o seu manto de silêncio e de paz o rústico lugarejo de Aljustrel.

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Raspberry Pi e Segurança

Com informações do blog Schneier on Security.

O Raspberry Pi é um pequeno computador destinado a makers e inúmeras aplicações de IoT. A revista Make traz um artigo mostrando como torná-lo seguro. Dá um trabalhão fazer isso e talvez esteja além da capacidade da maior parte dos entusiastas do setor – o que torna ainda mais insegura a Internet das Coisas.

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Amanhã: Indulgência Plenária

Neste Ano Mariano, a Igreja concede indulgência plenária nos dias das aparições de Nossa Senhora de Fátima.

Condições:

1. Obra: venerar uma imagem de Nossa Senhora de Fátima perante a qual se reze um Pai Nosso, um Credo e se invoque a Virgem Maria;

2. Além disso, as condições de sempre: confessar, comungar e orar pelo Papa (essas três condições não precisam ser feitas necessariamente amanhã; podem ser feitas nos próximos dias).

Se preferir, ouça isso do Padre Paulo Ricardo no vídeo 559. Memória de Santo Antônio de Lisboa, (a partir de 55 segundos). Clique aqui  para ver o vídeo.

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Utilidade Pública: demência digital

A demência digital é a dependência de traquitanas modernas – computador, internet, smartphone, redes sociais, games, entre outras. Outro dia fizeram um experimento com donos de iphones (que pode ser generalizado para smartphones em geral): encheram os infelizes de sensores e pediram para eles fazerem alguns testes. Com a desculpa de que os iphones podiam estar interferindo nos sensores, retiraram os telefones dos coitados. Resultado: o coração disparou, começaram a suar etc.

Para combater a demência digital, aqui vão algumas dicas:

– De vez em quando, por exemplo, uma vez por semana, deixe o celular de lado. Esqueça-o em casa ao sair para fazer compras ou passear;

– Não durma com o smartphone no quarto. Arranje um despertador e deixe o celular em outro cômodo. Mesmo dormindo, mente e corpo funcionam, e, de certa forma, você ainda estará conectado ao infernal dispositivo;

– Desative, se aplicável, os avisos sonoros ou luminosos para diminuir a urgência que eles causam.

Acima de tudo, medite nas palavras de Roger Scruton: muitas vezes nos tornamos escravos daquilo que devia nos servir.

Você é dono do celular ou ele é dono de você?

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Tabagismo, alcoolismo e cinismo

O anti-tabagismo é um experimento social levado a cabo pelos globalistas para entorpecer a mente do povo – depois que você aceita essa mentira, vai aceitar qualquer coisa – e substituir um vício (o cigarro) por outro (a maconha) – a maior prova disso é que o mesmo grupo que ataca o tabagismo defende a liberação de drogas.

Os mesmos alegres jornalistas da mídia de massa pagos a peso de ouro para falar mal do cigarro fazem vista grossa para as propagandas de cerveja levadas ao ar em horário nobre na tv. Há muito, os fabricantes de bebida já sacaram que o negócio é viciar os jovens; é garantia de clientes para o resto da vida. Pena que esse resto muitas vezes seja encurtado pelos acidentes de trânsito ou que essa vida seja inutilizada pela indolência.

Uma coisa, porém, é certa: pior do que o tabagismo ou o alcoolismo é o cinismo dos jornalistas e políticos que jogam a nossa juventude nos braços da bebida e da droga.

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Sobre os acontecimentos internacionais

O gordinho norte-coreano – o único gordo da nação – ameaça os EUA e os seus parceiros Coréia do Sul e Japão. A Coréia do Norte, fechada, pobre e faminta, não tem, evidentemente, condições de desafiar ninguém. Tudo o que ela tem vem da China, de quem é ponta-de-lança na velha estratégia comunista de acelerador e breque; o acelerador é a Coréia do Norte, o breque é a China; antes, esses papéis eram desempenhados por União Soviética e Cuba. Os chineses fazem de conta que não têm nada a ver com o peixe e entram no cenário internacional – que, realmente, não passa de encenação – com o discurso de quem quer a paz, deixa disso, todos temos que colaborar para resolver, enquanto cuida muito bem dos seus interesses ameaçados por Trump. Ai, ai, que saudades do Obama, lamentam os chinas.

Na Rússia, Putin condenou os embargos aos colegas comunas da Coréia do Norte. Nisso ele está certo; Ion Mihai Pacepa afirmou que embargo econômico não adianta nada. Haja visto Cuba.

Na Colômbia, tudo nos conformes. As FARC deixaram as armas de fogo e pegaram em armas muito piores: a política. No dia seguinte à assinatura do tratado de paz, o ELN – Exército de Libertação Nacional – num jogo de cena, disse: Ôpa! Eu também quero. No dia seguinte, Francisco – com enorme ingenuidade ou malícia? – aterrisou para ratificar o acordo de serpentes coordenado por Raul Castro falando em “reconciliação” e perdão. Reconciliação? Perdão? Not so fast, Louis! Que tal, antes, julgar e condenar os comunistas que dizimaram a população inocente da Colômbia e espalharam drogas por toda a América Latrina e, a partir dela, pelos EUA e pela Europa?

Fora, Foro!

E, por falar em Foro, as coisas por aqui se complicaram para o PT, braço do Foro de São Paulo no Brasil. Palocci entregou Lula; Joesley Batista se embananou e, na conversa de bêbado, incriminou o MPF, o STF e o PT; deu pressa no Janot que, em menos de 24 horas, denunciou Lula duas vezes. Geddel, ex-homem forte de Lula e Dilma, foi pego com a bagatela de 51 milhões de reais na carteira. Sobre o Zé Dirceu, o cérebro, ninguém fala nada. A última notícia a respeito dele foi a sua ida à festa junina da escola da filha; alegremente, livre e solto, deve ter pulado fogueira, soltado buscapé, tomado quentão e dançado quadrilha. Como diria Joesley: quanta traquinagem!

Do quinto dos infernos, o demônio, chefe dos comunas, vai puxando os barbantes de suas marionetes chinesas, norte-coreanas, colombianas, vaticanas e brasileiras.

Mas Maria, mãe de Deus e nossa mãe, vela.

Dia 13 de setembro, centésimo aniversário da aparição de Fátima, se aproxima. Aguardemos para ver se conseguimos entender o que está acontecendo nesse mundo em que todos os acontecimentos têm relação entre si e em que Maria e lúcifer travam a guerra pelas almas dos homens.

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O Banheiro Unissex da PUC

A PUC-SP inaugurou dias atrás um banheiro unissex. Não consegui descobrir nenhum comentário a respeito do assunto por parte das autoridades católicas que mandam – ou deveriam mandar – naquela universidade.

Assim está a Igreja no Brasil de hoje, fruto de décadas da teologia da libertação e de libertação da teologia. Um país sem religião, sem Deus, sem moral, sem ética, sem vergonha, sem nada.

E ainda tem gente preocupada com crise econômica.

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