Freud: “Pacientes são lixo”

No dia 23 de setembro de 1939, Sigmund Freud prestou contas a Deus. A julgar pelos seus detratores, a conversa foi longa.

Quando o assunto é Freud, a conversa logo pega fogo. Louvado por seus admiradores como gênio e demonizado por quem dele discorda, o criador da Psicanálise tem como maior mérito despertar paixões e confusões. Falem mal mas falem de mim.

O mais famoso vídeo do mais famoso intelectual brasileiro – Gilberto Freyre – foi gravado no Colégio Freudiano do Rio de Janeiro durante o 2o. Congresso Brasileiro da Psicanálise d’A Causa Freudiana do Brasil, em 1985. Palavras iniciais de Freyre: “Creio poder considerar-me um dos veteranos da aplicação da perspectiva psicanalítica a uma reinterpretação da formação social do Brasil.”

Por outro lado, escreveu Olavo de Carvalho no artigo Pior para os fatos: “Marxismo, pragmatismo, nietzscheanismo e freudismo nada nos dizem a respeito da realidade, mas tudo a respeito da mentalidade de seus adeptos. São os quatro pilares do barbarismo contemporâneo.”

Face à divergência mostrada por esses monstros da intelectualidade brasileira – e, para o nosso orgulho, mundial – eu logo me coloquei no meu cantinho e, desistido de tão altos assuntos, continuei buscando a compreensão do nosso tempo nos livros de História. E eis que o Homem veio, sozinho, até mim.

Estava lendo Libido Dominandi – expressão de Santo Agostinho -, livro de E. Michael Jones, quando Freud apareceu no capítulo Zürich, 1914. O livro mostra como sexo e controle social estão profundamente unidos. No citado capítulo, Freud, Jung e a família Rockefeller aparecem num verdadeiro barraco ocasionado por grana. Escreve E. Michael Jones:

Freud havia dito várias vezes que os americanos só eram bons para uma coisa: dinheiro; e agora o discípulo se mostrava superior ao mestre na exploração de americanos ricos para ganho financeiro. Freud não era estranho à idéia de explorar seus pacientes visando ganho financeiro. “Freud,” de acordo com Peter Swales,

tinha na psicoterapia algumas das mulheres mais ricas do mundo. No dia 1 de agosto de 1890, ele escreveu para Wilhelm Fliess, declinando um convite para visitá-lo em Berlim e certamente ele estava aludindo a Anna von Leiben, a quem apelidou de “prima-dona” ao explicar “Minha principal cliente está passando agora por um tipo de crise nervosa e durante a minha ausência pode ser que ela fique boa.” [ênfase minha]

Freud tinha medo que a sua paciente “pudesse ficar boa” durante a ausência dele. Uma atitude curiosa para um médico. A atitude, entretanto, não é curiosa se a psicanálise nada mais é do que controle psíquico cripto-iluminista. Dizer que Freud estava envolvido com a medicina mascara a sua real intenção. Pacientes, disse Freud a Ferenczi no fim da vida, eram “lixo”, “bons apenas para tirar dinheiro deles e para matéria de estudo, certamente, nós não podemos ajudá-los”; a psicanálise como terapia, concluiu Freud, “pode ser inútil”.

Fim da citação.

Compre o livro, leia com os seus próprios olhos e vá às fontes. Está tudo documentado lá.

Isso põe fim à confusão. Ou, como diria o já citado Santo Agostinho:

– Causa finita est.

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A uma mulher que abortou

Jogada no meio da praça, a mulher aguardava.

Medo e ódio dominavam o seu pensamento. Prestes a lapidá-la, a multidão aguardava a decisão do Rabi. Mais um instante e começaria a chuva de pedras que só terminaria com a morte. Sentia raiva da turba sanguinária, sentia raiva dos curiosos, sentia raiva do homem que a havia seduzido, sentia raiva daquele Rabi em cujas mãos repousava a sua vida, sentia raiva de Deus e, acima de tudo, sentia raiva de si mesma.

– A Lei manda apedrejá-la. Tu, o que dizes?

Havia sido manipulada e descartada pelos escribas e fariseus, para quem a sua vida não era nada, cuja cínica intenção era apenas armar um laço para pegar o Galileu. Absolvê-la seria ir contra a Lei de Moisés, condená-la O deixaria mal perante o povo. Para isso, lançavam mão de uma lei em desuso – a lapidação em caso de adultério. Odiava aquele Rabi que tinha, agora, poder de morte sobre ela. Quem era Ele para conhecer as suas dificuldades e os seus desejos, a sua grandeza e a sua pequenez? Sentia raiva da curiosidade mórbida da multidão que, na falta do que fazer, se deliciava com a desgraça alheia. Acima de tudo, sentia raiva de Deus e de si – por que caminhos tortuosos a vida a havia conduzido para aquele beco sem saída? Que escolhas insanas a haviam compelido para uma morte tão cruel e tão prematura? Onde estavam os sonhos de filhos e família, flores e felicidade um dia sonhados por uma menina?

O desespero da mulher adúltera se assemelha ao desespero da mulher que finalmente compreendeu a enormidade do erro do aborto. Não vêem saída para a situação. À semelhança da adúltera, a mulher que abortou foi, muitas vezes, induzida pelo namorado, pela família, pelas amigas, pela opinião dos outros, pela desvairada e cínica mentalidade do mundo moderno. Desamparadas e sozinhas, não conseguem enxergar saída para a enrascada em que se meteram.

A mulher aguardava. Os judeus aguardavam. Os curiosos aguardavam.

Mas o Rabi parecia não ter pressa – escrevia na areia.

Com os olhos injetados, cuspindo invectivas com os dentes cerrados, os judeus exigiram uma resposta.

Levantando-se muito alto, Ele desafiou com voz forte:

– Quem nunca pecou, atire a primeira pedra.

Epa! Aquilo mudava a situação. O Rabi tomara para Si a dor da mulher e os judeus passaram, num piscar de olhos, de atacantes a atacados, de perseguidores a perseguidos. Uma coisa era bater numa mulher indefesa; outra, bem diferente, era enfrentar Cristo cara a cara, o Homem que ressuscitava mortos e mandava nos ventos e tempestades, que lia as consciências e perdoava pecados. A situação exigia uma saída estratégica e a multidão começou a sair de fininho até restar, no meio da praça, só a mulher e Cristo.

A miséria e a Misericórdia.

A Misericórdia, a única solução para uma mulher que abortou.

A Misericórdia, que tudo vê e tudo pode perdoar.

A Misericórdia, o destino de todos as almas arrependidas e de todas as almas não batizadas.

A Misericórdia que um dia dirá à pecadora arrependida:

– Mulher, ninguém te condenou? Nem Eu te condeno…

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Doxing Organizacional e Desinformação

Tradução do artigo Organizational Doxing and Disinformation, de Bruce Schneier, publicado no blog Schneier on Security.

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Nos últimos anos, temos visto os efeitos devastadores da invasão de redes de organizações, roubo de dados confidenciais e sua publicação por hackers. Aconteceu com o Comitê do Partido Democrata americano, com a Sony, com a NSA, com o fabricante de armas cibernéticas Hacking Team, com o site de adultério Ashley Madison e com o escritório jurídico panamenho de evasão de divisas Mossac Fonseca.

Esse tipo de ataque é conhecido como doxing organizacional. Os hackers – em alguns casos, indivíduos e, em outros, governos – obtêm vantagens políticas por meio da revelação de informações confidenciais, secretas e, às vezes, incriminadoras. E os documentos por eles vazados fazem o trabalho, trazendo aos olhos de todos questões embaraçosas para a organização.

Em todos esses exemplos, os documentos eram reais: as conversas dos e-mails, os detalhes de produtos até então secretos, os documentos estratégicos, as informações salariais e tudo o mais. Mas… e se os hackers tivessem alterado os documentos antes de vazá-los? Este será o próximo passo no doxing organizacional – e os efeitos poderão ser muito piores.

Uma coisa é ter toda a roupa suja lavada em público. Outra coisa totalmente diferente é se ver às voltas com documentos falsos cuidadosamente plantados.

Recentemente, a Rússia começou a usar documentos forjados como parte de campanhas de desinformação, particularmente em relação à entrada da Suécia numa aliança militar com a OTAN e à invasão da Ucrânia.

Forjar milhares – ou mais – de documentos é difícil, mas introduzir um único documento falso numa pilha de documentos verdadeiros é muito mais fácil. O ataque pode ser algo sutil. Um país que anonimamente publique correspondência diplomática interna de outro país pode estar querendo influenciar um terceiro país e, para isso, talvez acrescente algumas conversas particularmente comprometedoras sobre aquele terceiro país. Ou o próximo hacker que roubar e publicar e-mails de pesquisadores de mudanças climáticas talvez invente uma porção de mensagens importantes para fortalecer o seu ponto de vista político. Ou pode ser pessoal: alguém copiando e-mails de milhares de usuários e fazendo alterações por um amigo, parente ou namorada.

Imagine-se tentando se explicar para a mídia – ávida por publicar os piores detalhes dos documentos – que tudo está correto, exceto aquele único e-mail. Ou aquele memorando. Que o demonstrativo salarial está correto, com exceção de uma única entrada. Ou que aquela lista secreta de clientes vazada no WikiLeaks está correta, exceto por um único cliente a mais. Seria impossível. Quem acreditaria em você? Ninguém. E você não poderia provar.

Forjar documentos na internet sempre foi fácil. É fácil criar documentos novos e alterar documentos existentes. É fácil mudar ítens como a data de criação de um documento ou a informação sobre o local de uma fotografia. Com um pouco mais de esforço, imagens e arquivos pdf podem ser alterados. Essas alterações são indetectáveis. De certa forma, é surpreendente que esse tipo de manipulação ainda não tenha sido visto. Na minha opinião, os hackers que publicam os documentos não têm motivação para tornar os dados vazados piores do que já são, e os governos só recentemente entraram no ramo de vazamento de documentos.

Os grandes jornais se esforçam ao máximo para verificar a autenticidade dos documentos vazados recebidos das suas fontes. Só publicam os que sabem ser autênticos. Os jornais consultam especialistas e dão atenção à análise forense (NT: conjunto de técnicas de investigação criminal). Têm diálogos tensos com governantes, tentando envolvê-los na análise de documentos secretos cuja existência eles sequer podem admitir. Isso só é possível porque os veículos de comunicação têm um relacionamento ininterrupto com governantes e eles procuram fazer isso bem feito. Há inúmeros exemplos em que nenhuma dessas duas coisas é verdadeira e inúmeros modos de vazar documentos sem nenhuma verificação independente.

Ninguém está falando a respeito disso mas todos têm de estar alertas sobre essa possibilidade. Mais cedo ou mais tarde, os hackers que roubam dados das organizações farão alterações neles antes de vazá-los. Se essas falsificações não forem questionadas, a situação daqueles que são hackeados poderá se tornar pior ou conclusões erradas poderão ser tiradas dos documentos. Quando alguém disser que o documento de cuja autoria ele está sendo acusado é falso, os seus argumentos devem, pelo menos, ser ouvidos.

Artigo publicado originalmente no TheAtlantic.com.

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NT – Ensina o general Ion Mihai Pacepa: “Para evitar o exame meticuloso do original, o regulamento da KGB só permitia o uso de fotocópias dos documentos falsificados”. Nos tempos atuais, de documentos digitais ou digitalizados, o trabalho de desinformação é facilitado. É o paraíso dos falsários.

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170 anos de La Salette

No dia 19 de setembro de 1846, Nossa Senhora apareceu em La Salette, França, a duas crianças – Mélaine e Maximino – e pediu a elas para divulgarem uma mensagem: o braço de Jesus estava levantado para castigar o mundo por causa da sua impenitência e Ela não ia conseguir segurá-lo por muito tempo.

Menos de dois anos depois, Marx lançava o Manifesto Comunista. Sucederam-se as aparições de Lourdes e Fátima e o mundo não deu ouvidos aos avisos da Virgem. A grave crise moral por que passa o mundo – e particularmente o nosso País – foi anunciada pela Virgem em La Salette.

Infelizmente, o Brasil virou as costas para Deus e abraçou o comunismo – a mentira, as drogas, o roubo e o homicídio – instituindo o reino do capeta em nossa nação.

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Opus Dei em luto

Dez mulheres membros do Opus Dei do México faleceram antes de ontem em um acidente automobilístico quando se dirigiam a uma peregrinação ao Santuário de Nossa Senhora de São João dos Lagos, no estado de Jalisco. O acidente deixou mais uma pessoa morta e 5 mulheres feridas em estado grave.

Oremos pelos familiares das vtimas e pelas mulheres que lutam pela vida.

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