Causa Mortis do Olavo

“Boa noite, meus amigos; estamos aqui de novo. Eu vou ter que ocupar uma boa parte deste programa com um assunto verdadeiramente fecal.”

Assim Olavo iniciou um dos episódios do TrueOutSpeak e assim eu inicio este post.

Tão logo Olavo morreu, começou uma discussão sobre a causa da sua morte.

Isso só mostra uma coisa: o baixíssimo nível moral dos seus detratores e o baixíssimo nível moral dos que embarcaram nessa discussão.

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Antes de Olavo, depois de Olavo

Os portugas chegaram aqui em 1500, trouxeram a cruz e constituíram a nação brasileira. Antes deles, não se podia falar propriamente em Brasil.

De lá para cá, viemos, como diz a música:

Venho pros caminhos, venho trupicando; chifrando os barranco, venho cambeteando…

Os mais velhos de nós trupicamos em Getúlio Vargas; outros, no Regime Militar; outros, no que, por falta de nome pior, se chama Nova República. Para piorar, no meio dessa confusão, ainda metemos o chifre no Concílio Vaticano II, regido sob o maldito Pacto de Metz.

Vínhamos cambeteando e, às explicações que nos eram oferecidas, sentíamos que, sim, eram verdade, mas não verdade completa – meia verdade… ou meia mentira.

Até que, com o surgimento da internet, descobrimos um showman inusitado – um filósofo, escritor, jornalista e professor – que, com sinceridade na voz e falando a língua do povo, derrubava todas as mentiras de pensamento anti-cristão acumuladas por décadas. Olavo soube, como ninguém, usar os meios tecnológicos que surgiam e assim fazer aflorar o pensamento cristão existente na quase totalidade dos brasileiros. Esse misto de Alborghetti e Sócrates enfrentou, sozinho, munido apenas de sua força moral, toda a Intelligentsia comunista a soldo dos globalistas.

Para usar uma expressão do padre Paulo Ricardo, podemos dizer que o pensamento brasileiro tem duas fases: antes de Olavo e depois dele.

Agora, entramos na fase pós-Olavo. A batalha é dura e mal começou.

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Olavo nos deixa

No Twitter de Olavo de Carvalho:

“Nota de falecimento.

“Olavo Luiz Pimentel de Carvalho.

‘Com grande pesar, a família do professor Olavo de Carvalho comunica a notícia de sua morte na noite de 24 de janeiro, na região de Richmond, na Virgínia, onde se encontrava hospitalizado.

“O professor deixa esposa, Roxane, oito filhos e 18 netos.

“A família agradece a todos os amigos as mensagens de solidariedade e pede orações pela alma do professor.”

Olavo passou o bastão; agora, a luta é conosco.

Repouse em paz, professor.

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Velhice não é doença

A OMS bem que tentou

Tornar velhice doença

Dessa vez o truque falhou

Não há mal que sempre vença.

Se passa essa maldição

Tava todo mundo lascado

A eutanásia era a solução

Pra todo velho cansado.

A trinca estava completa

Eutanásia-divórcio-aborto

A agenda estava repleta

De gente infeliz e morto.

A OMS globalista

Se assanha sem pudor

Eugenistas cabalistas

Rumo ao Estado redentor.

Alto lá, isso é Brasil!

Terra de Nossa Senhora

Com seu manto cor-de-anil

Por nós vela, olha e ora.

Nós já temos Redentor

Não queremos outro não

Temos Cristo Nosso Senhor

Sempre Olavo tem razão.

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História da Alimentação no Brasil

Livro de Luís da Câmara Cascudo (Editora Global, 972 páginas) de 1962/3.

Do Prefácio: “Em todas as pesquisas nunca esqueci de investigar sobre a alimentação popular em sua normalidade. E também nos dias festivos, ciclo religioso, a comida antiga, modificações, pratos que tiveram fama e são recordados como a mortos queridos. Sertão e praia, cidade e vila, pelo Nordeste, Sul, viagens fora do Brasil, estava vigilante na pergunta e registro.”

(…)

“Toda a finalidade dessa História da Alimentação no Brasil é no plano da notícia, da comunicação, do entendimento. Existe a evidência de expor padrões alimentares que continuam inarredáveis como acidentes geográficos na espécia geológica. Espero mostra a Antiguidade de certas predileções alimentares que os séculos fizeram hábitos, explicáveis como uma norma de uso e um respeito de herança dos mantimentos de tradição. A modificação desses usos dependerá do mesmo processo de formação: o tempo. Impõe-se a compreensão da cultura popular como realidade psicológica, entidade subjetiva atuante, difícil de render-se a uma imposição legislativa ou a uma pregação teória. Todos os educadores sabem que, na formação do rapaz e da moça, os hábitos da infância são gravação no granito e os posteriores escultura no gesso.”

(…)

“Essa História, nos seus limites de exposição, oferece à campanha nutricionista a visão do problema no tempo e a extensão de sua delicadeza porque irá agir sobre um agente milenar, condicionador, poderoso em sua “suficiência”: o paladar. A batalha das vitaminas, a esperança do equilíbrio nas proteínas, terão de atender as reações sensíveis e naturais da simpatia popular pelo seu cardápio, desajustado e querido. Falar das expressões negativas da alimentação para criaturas afeitas aos seus pratos favoritos, pais, avós, bisavós, zonas, sequência histórica, é ameaçar um ateu com as penas do inferno. O psicodietista sabe que o povo guarda sua alimentação tradicional porque está habituado; porque aprecia o sabor; porque é a mais barata e acessível. Pode não nutrir mas enche o estômago. E há gerações e gerações fiéis a esse ritmo.”

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Leitura obrigatória de um autor genial que o inimigo tenta, a todo custo, cancelar.

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