William “Coisa-de-Preto” Waack

Tem caroço nesse angu.

O jornalista William Waack foi afastado das funções pela Rede Globo por causa de um comentário em off gravado pela própria emissora um ano atrás durante a cobertura das eleições americanas. Na gravação, o jornalista teria se referido à atitude de um motorista barulhento como “isso é coisa de preto”.

A internet vive de treta. Por isso, a coisa ferveu.

A pergunta que não quer calar: por que só agora, um ano depois, a Globo vazou esse vídeo? Quais os interesses ocultos nesse vazamento seletivo?

Pouca gente sabe. A nós, meros escravos pagadores de impostos e massa de manobra dos engenheiros sociais televisivos, só nos cabe observar e aguardar. Quem sabe um dia entenderemos o que está acontecendo agora. Nessas situações, vale a pena recordar o ensinamento de Ion Mihai Pacepa sobre a União Soviética que pode ser aplicado nesta situação concreta:

“Para entender realmente os mistérios da espionagem soviética, de nada ajuda ver um filme de agente secreto ou ler um romance de espionagem, pois isso é apenas diversão. Você precisa ter vivido naquele mundo de segredo e falsidade durante uma vida, como eu vivi, e mesmo assim pode não entender o que está acontecendo nos momentos mais obscuros, a menos que seja um dos pouquíssimos no topo da pirâmide.”

PS – Tivesse feito piada de português em Portugal ou de japonês no Japão ou de loira, ninguém teria chiado porque portuga representa o europeu malvado, japa representa o capitalista, loira representa os americanos – todos sacos de pancada dos revolucionários.

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Ideologia de gênero numa loja de utilidades domésticas

Numa loja de quimquilharias na periferia da Grande São Paulo, estou parado frente a uma prateleira repleta de ferramentas e graxas. Ao meu redor, bacias e panelas, talheres e tapetes, caixas e varais. A prateleira masculina é um oásis na imensidão de apetrechos para o lar.

Observo os meus poucos colegas de sexo. Ao passarem em frente da minúscula seção, são fisgados e atraídos como que por um ímã. No brilho dos seus olhos, vejo os sonhos de quebrar e arrebentar, construir e envernizar.

Eis, porém, que uma voz feminina vem quebrar o encanto:

— Zé, vem ver a panela!

Como que subtraído de um sonho profundo, o homem acorda imediatamente e, como uma mola, vai em busca da esposa. A voz da mulher veio carregada de sutilezas que exigiriam o gênio de Shakespeare ou Dante para decifrá-las – uma voz de império e ironia ao mesmo tempo.

— Aqui é meu território, quem manda sou eu; deixe de lado essas porcarias para cuidar do carro. Veleidades de menino…

Lembrou-me Edith Stein: a mulher, no mundo, é ajudante do homem; o homem, no lar, é ajudante da mulher.

Mais Edith, menos Judith.

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Ideologia de Gênero no Colégio Santa Maria

A escola católica (?) Colégio Santa Maria, em São Paulo, endereçou a “toda a comunidade escolar” a carta abaixo. O documento vem enfeitado com desenhos cujo significado deixo para pessoas mais qualificadas do que eu – mais qualificadas e com mais estômago.

Projeto

Gênero: o X da questão

No primeiro semestre, alunos e alunas do Ensino Médio vivenciaram o primeiro momento do projeto proposto pela equipe de Ciências Humanas na forma de um encontro e palestra sobre gênero. A manhã de discussões contou com a participação dos antropólogos Bernardo Fonseca e Jaqueline Oliveira e das alunas do Coletivo Feminista Santa Sororidade. Nesse encontro, foram discutidos os primeiros referenciais sobre gênero como uma ferramenta de análise e importantes questões acerca da construção de referenciais de feminilidade e masculinidade que atingem homens e mulheres.

“Para entendermos a importância desse debate em nossa sociedade e na educação, é fundamental termos em vista que o Brasil possui casos alarmantes e cada vez mais frequentes de violência contra a mulher, além de ser o país com maior número de assassinatos contra mulheres transexuais”, esclarece a professora de História, Valeria Comte Delbem. “O momento político e o conservadorismo do atual governo, explicitado pela composição de um ministério composto exclusivamente masculino, somado à interrupção de projetos que abarcam toda uma gama de questões que envolvem o campo dos direitos humanos, são preocupantes”, completa.

O Santa Maria não poderia se furtar dessa discussão. As recentes experiências mostram a necessidade de aprofundarmos o conhecimento sobre gênero, até pela existência de um coletivo feminista na escola, fundado pelas alunas do Ensino Médio em 2015. Suas intervenções e as diversas formas de opressão vividas por alunas e alunos reforçam essa urgência. A área de Ciências Humanas convida toda a comunidade escolar a debater e a refletir sobre as assimetrias de gênero, enfim, discutir o porquê do X da questão.

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres” — Rosa Luxemburgo

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Pedofilia – carta a um jornalista

Prezado amigo jornalista

Vivemos tempos de uma mudança civilizacional. A era cristã bambeia e o Ocidente é atacado pelo islã, pelo comunismo sino-soviético e pela Nova Ordem Mundial, essa cobra caseira. É um tempo de mudanças radicais – que aos fracos amedronta e aos fortes desafia – e que a poucos é dado testemunhar e reconhecer. Um tempo extraordinário, numa palavra.

Dentre as inúmeras forças destruidoras da nossa civilização, talvez a mais forte seja a Revolução Sexual. O livro de E. Michael Jones – Libido Dominandi: Sexual Liberation and Political Control – explica em detalhes como o sexo é usado para o controle social. Um dos mais recentes exemplos são os esquerdistas europeus que nos anos 1960 inventaram o top less e hoje clamam pela burca.

A Revolução Sexual já deixou para trás o gayzismo – um movimento político que manipula o homossexualismo para destruir o Direito de Família. Agora, que a união homossexual já está socialmene aceita, a pedofilia é a nova fronteira da revolução.

As forças internacionais deram o comando e a campanha pela legalização da pedofilia já começou no Brasil. Proliferam exposições cujo objetivo é chocar e trazer o tema para o debate. Trata-se de um ardil psicológico: debater um tema indebatível (como a honestidade da senhora sua mãe, por exemplo; você vai aceita discutir isto?). O passo seguinte será uma enxurrada de artigos acadêmicos de psicologia e sociologia legitimando a bizarrice.

O comportamento de um jornalista deve ser igual ao comportamento de qualquer outra pessoa: não aceitar sequer debater o assunto. Tentar justificar o motivo pelo qual a pedofilia não pode ser aceita só vai gerar o “debate do tema”, justamente o efeito que os engenheiros sociais desejam. Temos de criar uma atmosfera de rejeição total e absoluta de sequer discutir a coisa. Em vez de debater, denuncie a manipulação psicológica subjacente.

Você, meu amigo jornalista, tem papel fundamental na extraordinária época em que vivemos. Graças ao controle do fluxo de informações e à concentração dos veículos de mídia nas mãos de poucas pessoas (no Brasil, três grupos?), a mídia faz do povo gato e sapato.

Por azares ou sortes do destino, você foi lançado no olho do furação e deve escolher o seu caminho: calar como um covarde ou lutar como um valente. Sei que a luta é braba porque conheço as redações; sei que você é capaz porque o conheço.

Da sua escolha depende a sorte da nação brasileira – essa nação periférica terceiro-mundista que já foi chamada de país do futuro, expressão que virou um escárnio, mas que pode se tornar um foco de resistência internacional e garantir a sobrevivência do Ocidente.

Dessa escolha depende, também, o destino da sua alma imortal.

PS – Após a pedofilia, virão a zoofilia e a necrofilia.

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A florista da minha rua

O menininho ficou doente e foi hospitalizado. No longo período de internação, fez amizade com uma enfermeira de nome Mercedes. Ele pediu à mãe que, se um dia tivesse uma irmã, ela ganhasse o nome da enfermeira.

Anos depois, num 24 de setembro, nasceu Mercedes, a florista da minha rua. Só então a família descobriu que ela nascera na festa de Nuestra Señora de Las Mercedes.

Não há coincidências no plano divino – há a Providência.

Nossa Senhora das Mercês é uma devoção nascida no século XIII na Espanha. A Virgem apareceu a São Pedro Nolasco e pediu a ele para libertar os cristãos escravizados pelos mouros.

O pedido de Maria continua atual. Hoje, a Europa está de joelhos frente à invasão islâmica. No afã de escravizar os cristãos, a ela se juntaram o comunismo russo-chinês e a Nova Ordem Mundial.

A missão de São Pedro Nolasco era resgatar os escravos mediante o pagamento em dinheiro. A nossa missão é muito mais difícil porque os nossos irmãos estão aprisionados em uma prisão muito pior do que a cadeia de tijolos e ferros: a prisão mental.

Os cristãos se tornaram prisioneiros dos próprios pensamentos – do politicamente correto, do multiculturalismo, do relativismo moral, da boa vida moderna, do ateísmo, da descrença, do nada. Para resgatá-los, temos que empenhar o nosso dinheiro, o nosso tempo e a nossa vida, oferecida em oração e sacrifício.

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Afastai-vos de Mim, malditos! Estive na prisão e não me libertates!

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Boleto Registrado – ou areia nos olhos do povo

A Febraban está implantando uma geringonça chamada Boleto Registrado. Segundo a entidade, a porcaria vai trazer mais segurança para o povo.

Segurança?

Onde estava a Febraban quando políticos e empresários pegos pela Lava Jato movimentaram rios de dinheiro vivo? Onde estava a segurança?

Agora que a casa caiu, os amiguinhos banqueiros de Lula e Dilma lançam uma cortina de fumaça para desviar a atenção do povo.

E, por falar em povo, é ele quem vai pagar o custo desse tal de “registro” de boleto.

Um povo que faz do dinheiro o bem supremo merece ser escravo de banqueiros.

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Coréia do Norte e EUA, eu e você

A Coréia do Norte se assanha. Num verdadeiro balaio de gato, Coréias, China, EUA, Japão e Rússia se engalfinham e, se houver guerra, vai sobrar pro mundo inteiro, inclusive para o Brasil.

O noticiário da mídia de massa foca na relação Coréia do Norte versus EUA e assim cria uma cortina de fumaça. Mas todos sabemos que a Coréia do Norte é soprada pela China e defende os interesses do seu país-mãe. Os chineses, logicamente, negam tudo – “não temos nada a ver com isso”.

A realidade é muito difícil de ser apreendida, mesmo a realidade cotidiana ao nosso redor, quanto mais a realidade das grandes questões internacionais. Quem realmente sabe o que está acontecendo são meia dúzia de pessoas – os “pouquíssimos no topo da pirâmide” (cfr Pacepa).

Acima de tudo, de nada adianta para nós – dois pés-rapados como eu e você – saber exatamente o que está acontecendo porque não temos poder algum além da nossa oração e do oferecimento dos nossos sacrifícios diários. Pode parecer pouco mas a realidade é muito difícil de ser apreendida e só no fim dos tempos saberemos o real valor dos nossos atos.

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93%

Se eu comi dois frangos e você nenhum, a estatística diz que comemos, em média, um frango cada. Estou empachado e a sua barriga está roncando mas a estatística diz que está tudo bem. Este é apenas um exemplo da má interpretação e da manipulação da ciência estatística.

A mais nova campanha de segurança no trânsito da Prefeitura de São Paulo diz, quase no finalzinho, como quem não quer nada: 93% dos acidentes de trânsito são causados por homens. Assim, mesmo, ligeirinho como quem rouba, uma frase solta no ar, subrepticiamente, subliminarmente, uma patadinha leve, totalmente extemporênea.

Das duas, uma: ou o redator é muito ignorante ou muito malicioso.

Senão, vejamos: quase 100% dos motoristas de caminhão são homens, quase 100% dos motoristas de ônibus são homens, quase 100% dos motoristas de táxi são homens, quase 100% dos motoboys são homens, quase 100% dos motoristas de veículos de serviço (eletropaulo, comgás, vivo, net, encanadores, pintores, pedreiros etc.) são homens e, mesmo nos veículos de passeio, os homens são maioria e, mais ainda, dirigem muito mais horas do que as esposas.

Saber a porcentagem exata dos causadores de acidentes demandaria uma pesquisa quase impossível de ser feita. Teria que responder à pergunta: quantas horas um homem dirige até causar um acidente? E uma mulher? Ou, colocado de outra forma: do total de horas dirigidas, quantas são de homens e quantas são de mulheres?

Mas, por ignorância ou malícia, a propaganda ataca “o homem” – o macho patriarcal opressor a bordo dessa máquina (o automóvel) que é o símbolo da liberdade individual, essa liberdade odiada pelos revolucionários.

Muito melhor do que gastar fortunas com propagandas, seria a prefeitura usar esse dinheiro para tapar buraco na rua.

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Fátima, 13 de setembro de 1917

Há cem anos, em Fátima, segundo o Padre João de Marchi no livro Era uma Senhora mais brilhante que o sol.

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Desde as primeiras horas desse dia 13, as casas dos videntes estão tão atulhadas de gente que não é possível passar-se dum compartimento ao outro. Todos querem ver, todos querem falar às crianças, recomendar-lhes as suas necessidades, as suas misérias, as suas preocupações.

A custo os três pastorinhos conseguem pôr-se a caminho da Cova da Iria.

É ainda a Lúcia que nos vai dar uma ideia do que foi o movimento naquele dia 13.

“Ao aproximar-se a hora fui para a Cova da Iria com a Jacinta e o Francisco entre numerosas pessoas que a custo nos deixavam andar. As estradas estavam apinhadas de gente; todos nos queriam ver e falar; ali não havia respeitos humanos. Muita gente do povo, e até senhoras e cavalheiros, conseguindo romper por entre a multidão que à nossa volta se apinhava, vinham prostrar-se de joelhos diante de nós pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas necessidades. Outros, não conseguindo chegar junto de nós, clamavam de longe. Um deles:

— Pelo amor de Deus peçam a Nossa Senhora que me cure o meu filho que é aleijadinho.

Outro: — Que me cure o meu que é cego.

Outro: — O meu que é surdo!

— Que me traga meu marido, meu filho que andam na guerra; que me converta um pecador; que me dê saúde que estou tuberculoso, etc.

Ali apareciam todas as misérias da pobre humanidade e alguns gritavam até do cimo das árvores e paredes para onde subiam com o fim de nos ver passar.

Dizendo a uns que sim, dando a mão a outros para os ajudar a levantar do pó da terra, lá fomos andando, graças a alguns cavalheiros que nos iam abrindo a passagem por entre a multidão.

Quando agora leio no Novo Testamento essas cenas tão encantadoras da passagem de Nosso Senhor pela Palestina, recordo estas que tão criança ainda Nosso Senhor me fez presenciar nesses pobres caminhos e estradas de Aljustrel à Fátima e à Cova da Iria e dou graças a Deus oferecendo-Lhe a fé do nosso bom povo português e penso se esta gente se abate assim diante de três pobres crianças só porque a elas é concedida misericordiosamente a graça de falar com a Mãe de Deus, que não faria se visse diante de si o próprio Jesus Cristo?…”

Chegadas as crianças finalmente junto da carrasqueira, a Lúcia, como de costume, ordena ao povo que reze o terço, a que ela mesmo preside. Todos caiem de joelhos e, ricos e pobres, em voz alta, respondem às contas passadas por uma pobre pastorinha da serra.

Não tinha ainda acabado a reza, quando os pequenos se levantam a esquadrinhar o horizonte. Tinham visto o relâmpago: a bondosa Senhora não podia faltar à palavra dada.

Uns momentos, e sobre a azinheirinha já poisa a doce Rainha do Céu, a sorrir-lhes maternal.

Que é que Vossemecê me quer? — pergunta, como sempre, a Lúcia.

E a linda Senhora responde:

Continuem a rezar o terço a Nossa Senhora do Rosário, todos os dias, para alcançarem o fim da guerra.

E repetindo o que já lhes tinha dito no mês precedente insiste em que não faltem ali no dia 13 de Outubro, em que viria São José com o Menino Jesus para dar a paz ao mundo; Nosso Senhor para abençoar o povo e depois se veria a sua Imagem correspondente às duas invocações de Nossa Senhora das Dores e Nossa Senhora do Carmo.

Têm-me pedido para pedir muitas coisas — diz-Lhe a Lúcia — Esta pequena é surda-muda. Não a quer curar?

— Durante o ano experimentará algumas melhoras.

São pedidos de conversões… são pedidos de curas…

— Alguns curarei, outros não, porque Nosso Senhor não se fia neles — responde a Virgem.

O obstáculo ao milagre seria para uns a falta de disposições suficientes; quanto aos outros, a doença seria para eles maior bem do que a cura.

O povo gostava muito de ter aqui uma Capela — continua a pequena não perdendo a ocasião de recordar o pedido que lhe fizera a Sra. Maria Carreira.

— Empreguem metade do dinheiro, que até hoje têm recebido, nos andores, e sobre um deles ponham Nossa Senhora do Rosário; a outra parte será destinada a ajudar a construção duma Capela.

— Há muitos que dizem que eu sou uma intrujona, que merecia ser enforcada ou queimada. Faça um milagre para que todos creiam! — pede, pela terceira vez, a Lúcia.

— Sim, em Outubro farei um milagre para que todos acreditem — assegura de novo a Senhora.

— Umas pessoas deram-me duas cartas para Vossemecê e um frasco de água de Colônia.

— Isso de nada serve para o Céu! — responde a Virgem.

Depois destas palavras a branca Visão despede-se e eleva-se no ar empregnado de sobrenatural.

A Lúcia grita então para o povo:

— Se querem vê-La, olhem para ali! — e indica o Nascente por onde a Virgem ia a desaparecer.

Àvidamente todos os olhos tomaram a direcção apontada e muitos puderam observar de novo o fenómeno notado antes.

O glogo luminoso ascendia também para o Céu, reconduzindo à sua Celeste Morada a bondosa Rainha dos Anjos.

Depois de uns instantes de trépida comoção os peregrinos precipitavam-se sobre as afortunadas crianças a assediá-las com mil interrogações. Foi com dificuldade que os pais conseguiram reconduzi-las às suas casdas, que encontraram de novo literalmente cheias de gente. E as perguntas não deixaram de chover até que a noite veio cobrir com o seu manto de silêncio e de paz o rústico lugarejo de Aljustrel.

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