Inteligência e Pobreza

A inteligência pode deixar você pobre e a burrice pode deixar você rico

Olavo de Carvalho

Essa frase de OdC choca nesses tempos em que reina o deu-dinheiro e em que a inteligência costuma ser associada à riqueza.

“Se você se julga tão inteligente, por que ainda não está rico?” diz o mongo.

Então, antes de mais nada, vamos definir o que é inteligência.

“A inteligência é a capacidade de apreender a verdade” diz OdC.

Em outras palavras, a inteligência não é a capacidade de obter um diploma, passar no vestibular ou num concurso, nem fazer cálculos complicados, muito menos enriquecer. Inteligência é a capacidade de distinguir o verdadeiro do falso.

Dito isso, vamos a alguns fatos.

Fato 1 – Na (graças a Deus) extinta União Soviética, os ricos pertenciam à nomenklatura. Ora, pertencer a um grupo de assassinos não é propriamente sinal de inteligência. Por outro lado, Aleksandr Solzhenitsyn – esse, sim, inteligentíssimo – foi prisioneiro nos campos de concentração soviéticos.

Fato 2 – No Brasil contemporâneo, boa parte dos ricaços (não todos) vive de fazer negócios – muitas vezes, espúrios – com o governo. Não se pode dizer, por exemplo, que os empresários e políticos pegos pela Lava-Jato sejam muito inteligentes. Por outro lado, quantas pessoas realmente inteligentes – conhecedoras da verdade, conhecedoras do que é certo – não foram preteridas nesse sórdido mundo de negociatas exatamente por serem honestas? No Brasil de hoje – o país do incentivo ao crime, das rasteiras, da facada nas costas, o país onde ninguém confia em ninguém – quantas pessoas inteligentes não são boicotadas por saberem que a sua alma e o seu destino eterno valem mais do que dinheiro?

Fato 3 – Thomas More, Chanceler da Inglaterra, perdeu o cargo – e a cabeça – por ser fiel à verdade. Ele e inúmeros mártires cristãos.

Contra fatos, não há argumentos.

A inteligência pode deixar você pobre. A burrice pode deixar você rico.

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Polícia Desarmada

Não contentes com o desarmamento da população, os revolucionários querem, agora, desarmar também os policiais.

Está no ar uma campanha para que policiais de folga não andem armados.

Com o cinismo típico dos esquerdistas, a campanha argumenta que policiais de folga, de cabeça quente por causa de brigas de trânsito ou de bar, usam as armas para matar inocentes. Sem as armas, argumentam os revolucionários, os policiais de folga não matariam.

O Bom Dia Brasil de hoje, na Globo News, exibiu uma reportagem dizendo que, em 2017, mais de duzentas pessoas foram mortas por policiais de folga no estado de São Paulo, e que, em 2018, são 35 as vítimas. Ora, sabe-se que muitos policiais fazem bico de segurança. Por isso, muito provavelmente, boa parte desses mortos eram bandidos.

A Globo, entretanto, omite essa informação. Omite, também, a defesa dos policiais, mostrando, apenas, o lado dos mortos. Pior ainda: como exemplos da letalidade dos policias de folga, mostra uma briga de trânsito e uma briga de bar, induzindo os telespectadores a acreditar que todas as mortes tiveram motivos fúteis. Por outro lado, a emissora cala totalmente as ocasiões em que os policiais de folga, podendo prevaricar, arriscam a vida em defesa da sociedade.

Todo mundo sabe onde o desarmamento vai dar: Illinous, o estado mais desarmamentista dos EUA, é, também, o que exibe as mais altas taxas de criminalidade. No Brasil, o desarmamento deixou o povo à mercê dos marginais. Essa tentativa de desarmar os policiais faz parte da estratégia de não apenas entregar o povo aos bandidos mas também de deixá-lo apatetado, como se o povo fosse um bando de incapazes que precisam do Papai-Estado para tomar conta dele.

O Estado não é um papai nem uma mamãe.

Leia: Nosso Inimigo, o Estado.

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Reencarnação Animal

No post anterior – Navio de Boi -, citei a reencarnação como fator de destruição da civilização ocidental mas faltou explicar melhor.

Na verdade, o termo foi inexato. Não se trata da reencarnação de uma maneira geral mas da reencarnação como os indianos (ou pelo menos parte deles) a vê. Eles acreditam que podemos reencarnar em animais. Por isso, são vegetarianos.

A reencarnação animal coloca em pé de igualdade seres humanos e animais.

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Navio de Boi

Projeto de lei no estado de São Paulo proíbe a exportação de boi vivo. Projeto parecido também corre na Assembléia do Rio Grande do Sul.

Os principais clientes de boi vivo brasileiro são países árabes – o abatimento do gado deve ser feito por eles, segundo princípios religiosos. Os bois vão por navio. Por razões de mercado, as condições de transporte são as melhores possíveis, evidentemente. Se o projeto de lei passar, o prejuízo  aos criadores de gado será incalculável.

A iniciativa, ao lado da Lei (paulistana) do Cachorro Surdo e da lei paulista Vida Longa ao Javali, faz parte da estratégia revolucionária de destruição da civilização ocidental.

A Lei do Cachorro Surdo proíbe que os paulistanos soltem fogos de artifício barulhentos para não ofender o delicado sistema auditivo canino. Hein?! Bebês também sofrem? Não, ninguém citou bebês na lei.

A lei Longa Vida ao Javali proíbe toda e qualquer espécie de caça no estado de São Paulo. Os javalis – animais importados e que, portanto, não têm predador natural no Brasil – se reproduzem à taxa de 40 demônios por ano. O estado tem uma frota aproximada de 500 mil javalis. São animais ferozes que, à diferença das arredias onças, atacam os humanos por atacar. Andam aos bandos e dizimam plantações. Em breve, os bichos serão presença constante nas cidades e migrarão para estados vizinhos.

Todo o alarmismo ambientalista – amor aos animais em detrimento da raça humana, aquecimento global, mudanças climáticas, superpopulação, produção de energia verde (às vezes mais poluidora que o petróleo), incentivo ao ciclismo em claro confronto com o automóvel etc. – não passa de uma estratégia revolucionária. Essa porcaria tem duas fontes: primeiro, a Nova Ordem Mundial, que vê no catrastrofismo ambiental uma forma de destruir a soberania das nações impondo leis internacionais para combater um pretenso fenômeno mundial (inexistente); segundo, a KGB, interessada, desde a década de 1960, em trazer para o Ocidente costumes orientais, principalmente indianos como a meditação transcendental, o vegetarianismo, o panteísmo, o reencarnacionismo, dentre outros, com a finalidade única de destruir o Cristianismo. Esses malucos inculcam na cabeça dos inocentes úteis que o homem é um vírus na Terra; a consequência lógica desse pensamento é o suicídio.

Sob essa perspectiva, pululam leis como as citadas, criadas por traidores da nação e da civilização ocidental.

Os deputados criadores dos projetos de leis sobre os navios de bois decerto estão preocupados com as condições desumanas a que são submetidos os animais na viagem mas pouco se preocupam com o embarque dos filhos dos pobres tratados – aí sim! – como gado nos ônibus, trens e metrôs das grandes cidades.

Plantações, desemprego, fazendeiros, bebês, pobres.. quem se preocupa com isso?

Lembra o discurso do político satirizado pelo programa de humor:

– Odeio pobre! Quanto mais pobre, mais eu odeio!

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Falso Positivo

Jesus, no Evangelho de hoje diz: Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali.

Não, não se trata de um Jesus imitando português. Apenas uma tradução inexata.

Uma tradução melhor é da Universidade de Navarra (Edições Theologica, Braga, 1994).

“Hospedai-vos na casa em que primeiro entrardes e ficai aí até partirdes.”

Em Latin: “Quocumque introiéritis in domum, illic manete donec exeatis inde.”

Mas isso também pouco adianta, porque Jesus, na verdade, falou em Aramaico.

Todo tradutor é um traidor, diz o ditado.

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Censura no WhatsApp

Demorou, mas chegou.

Com o objetivo de combater as fake news, o WhatsApp criou uma ferramenta que indica quando a mensagem não é de autoria do remetente. Em outras palavras, o ditador de plantão poderá rastrear a origem da mensagem.

O WhatsApp foi comprado pelo Facebook em 2014. Demorou 4 anos, mas a sanha de controle do Facebook chegou ao seu filho menor. Depois do susto Cambridge Analytica, Zuckerberger, o menino de ouro dos globalistas, volta com carga total.

É sempre assim a estratégia dos megalomaníacos. Com a desculpa de combater um mal, dão como solução uma ferramenta de controle – contra doenças, vacinas de esterelização em massa, contra mortes no trânsito, carro autônomo que de autônomo não tem nada, já que estarão nas mãos de gigantes da tecnologia totalitárias.

Fake news no WhatsApp? Ora, fake news existem na mídia de massa. Aliás, a diferença entre a internet e a mídia de massa é que, na internet, você fica em dúvida se a notícia é falsa; na mídia de massa, tem certeza.

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Copa Politicamente Correta

A praga do politicamente correto atingiu em cheio a Copa do Mundo.

A novidade agora é o Árbitro de Vídeo. Com a desculpa de obter resultados justos – impossível deixar de lembrar dos justiceiros sociais – a FIFA introduziu essa esquisitice que tira toda a graça do momento.

– Peralá. Deixa eu ver se vocẽs podem comemorar… Ah… Agora sim! Podem gritar gol!

Que palhaçada é essa?

Árbitro de Vídeo é igual preservativo: a empolgação do momento é interrompida por medida de segurança… e falha!

Prevejo as próximas novidades: chip na bola, chip nas chuteiras, chip nos jogadores, robôs em vez de jogadores… Sony versus Microsoft, Google versus Apple…

Pior ainda, hoje é o dia de combate a discriminação e incentivo à diversidade, ou alguma porcaria parecida, data também inventada pela FIFA. Mais politicamente correto impossível.

Foi-se o tempo em que os jogadores eram feras. João Saldanha, em 1970, disse que queria 11 feras. Hoje, os jogadores são menininhos bem comportados da Nova Ordem Mundial, para copiar uma frase do filósofo Olavo de Carvalho.

O jogo de hoje contra a Bélgica foi um típico exemplo disso. O Brasil jogou bem, criou oportunidades mas faltou uma fera para ir lá e resolver. O politicamente correto não cria feras; cria frangas. Em vez de lideranças – como Carlos Alberto Torres, Gérson ou Didi – cria seres anódinos.

Quer ver um exemplo de liderança?

Suécia, 1958, Brasil versus País de Gales. O Brasil precisava ganhar. O adversário armou a maior retranca das Copas com “dez jogadores atrás e um recuado” (Vavá). Didi, que raramente cabeceava, cabeceou a bola para Pelé e, enquanto corria para receber a bola de volta, cutucou: Ou faz ou devolve!

E Pelé fez um dos gols mais importantes da carreira, segundo o próprio Rei.

A bola entrou chorando, e só entrou porque foi chutada por Pelé, também nas palavras de Vavá. Qualquer outro que chutasse, a bola não entraria. Resultado: 1 a 0 (aos 28′ do segundo tempo!).

Na final daquela Copa, quando o Brasil tomou o primeiro gol da Suécia, Didi pegou a bola no fundo da rede e caminhou decidido para o meio de campo dizendo aos desanimados companheiros: Vamos virar o jogo.

Cadê o Didi de hoje? Cadê o Gérson?

Jogadores assim, de personalidade, não teriam lugar num time politicamente correto, um time que nem capitão tem.

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São Pedro, São Paulo

Quem quer que leia a Bíblia com sisudez e não perceba o bom humor das entrelinhas, fará uma leitura truncada. Esse não conhece a Bíblia.

No Evangelho de hoje, Nosso Senhor Jesus Cristo reúne os discípulos e pergunta: Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?

“João Batista (risos); Elias (muitos risos); Jeremias (mais risos ainda).”

Na Primeira Leitura, São Pedro está na maior enrascada da vida: metido em ferros na prisão, guardado por quatro grupos de soldados. Mas um anjo o liberta com a maior facilidade. Deve ter sido divertido ver a confusão que se instaurou no quartel quando notaram o desaparecimento do preso predileto do chefe. Divertido para nós…

Na Segunda Leitura, São Paulo reconhece que está chegando a hora da morte. Saber a data da morte não é para qualquer um. Lembra a piada em que a Morte avisou um rapaz que viria buscá-lo tal dia:

– Zé, se prepare porque tal dia virei buscar você. Eu não costumo avisar mas abri uma exceção porque você é boa pessoa.

Zé coçou a cabeça. “E agora? Não quero morrer! O que vou fazer?”

“Já sei!” E traçou um plano.

No dia aprazado, esse se disfarçou como se fosse um velhinho, com maquiagem e tudo. E foi para um baile, cheio de gente. “Quero ver a Morte me achar aqui!”

Quando estava no baile, adivinhe quem chegou? Isso mesmo, a Morte!

Ela rondou, passou por ele, olhou bem mas não reconheceu. Minutos depois, a Morte voltou, parou do lado dele e disse:

– Hoje é o dia em que eu devia levar o Zé. Infelizmente, não estou encontrando. Por isso, vou levar você, que já está bem velhinho mesmo!

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