Tatuado na testa

Em São Bernardo do Campo, na sexta-feira passada, um rapaz foi flagrado por um tatuador tentando roubar uma bicicleta. O tatuador, com a ajuda de um amigo, tatuou uma frase bem na testa do ladrão. Os dois foram presos e o rapaz está tentando se livrar da macabra inscrição.

O assunto está fervendo, com opiniões inflamadas contra e a favor da ação do tatuador.

Uma tatuagem é para sempre. Mesmo com um tratamento caro, o negócio não pode ser desfeito 100%. Em outras palavras, trata-se de uma mutilação imposta a terceiro. Se uma mutilação auto-imposta já é condenável, imagine então impô-la a outra pessoa.

Do ponto de vista jurídico, ou penal, o fato caracteriza a justiça feita com as próprias mãos. É o famoso “quem pode mais chora menos”, o reino da barbarie, anterior até mesmo à lei de talião.

Do ponto de vista, digamos, sociológico, o episódio nada mais é do que a consequência lógica e natural da falência total da instutições brasileiras. O povo está de saco cheio dos legisladores e dos colegas deles.

Mas, o que mais importa sob o ponto de vista do tatuador, do seu ajudante e dos comentadores, é o ponto de vista político. A atitude do tatuador e seu amigo foi uma atitude política, de quem está se posicionando politicamente frente a um estado de coisas que chegou ao limite do suportável. Mas, sob esse ponto de vista, o episódio só serviu para fortalecer os inimigos do tatuador.

Aos comunistas, que hoje detêm a hegemonia política e cultural, bem como ao chefe deles – o capeta -, só interessa a balbúrdia e a revolta. Uma vez instalado o caos, a sociedade vai pedir providências justamente ao Estado. É exatamente isso que os comunas desejam.

Bem diferente da ação voluntariosa, a atitude que hoje se nos exige é de calma e paciência. É hora de oração e penitência; é hora de estudar antes de agir para não fazer o jogo do inimigo – agir dentro das nossas possibilidades.

Vale a pena lembrar o ensinamento do meu amigo Dom Luiz Gonzaga Bergonzini. Na última conversa que tive com ele, pouco tempo antes da sua morte, o saudoso bispo me disse:

– Estou com a consciência tranquila.

Sim, a consciência tranquila de quem havia lutado bravamente contra o movimento pró-morte. E acrescentou:

– O importante é fazer o que está ao nosso alcance.

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Dia da Artilharia

Hoje o Exército brasileiro comemora o Dia da Artilharia. É uma homenagem ao Marechal Emílio Luiz Mallet, o Barão de Itapevi, nascido em 10 de junho de 1801.

Isso faz lembrar a história do Padroeiro dos Atiradores, São Gabriel Possenti.

Nascido Francesco Possenti em 1838, o santo era um bon vivant de primeira grandeza. Mas, durante uma procissão, ao receber uma mensagem da Virgem, entrou para o seminário sob o nome de Gabriel.

Em 1860, a cidade em que morava foi invadida por mercenários de Garibaldi. O jovem, com a autorização dos superiores, seguiu para a cidade para combater os invasores. Conseguiu tomar a arma de um mercenário que estava prestes a violentar uma mulher. Em seguida, rendeu outro soldado e tomou-lhe o revólver. Armado com as duas armas, o valente santo se preparou para enfrentar a horda de mercenários composta por cerca de vinte homens que se aproximava. Nesse momento, uma lagartixa atravessou o caminho e Gabriel não titubeou: mandou-a desta para melhor com um único tiro certeiro. Diante dessa exibição de perícia, os inimigos se renderam. (É sempre a mesma velha história da psicologia das multidões – apesar da certeza da vitória pela superioridade numérica, quem quer ser o primeiro? Quem se voluntaria a ganhar uma bela bala na testa em nome do grupo?).

São Gabriel Possenti ordenou então aos mercenários que apaguassem os focos de incêndio e se mandassem, no que foi prontamente obedecido.

São Gabriel Possenti, rogai por nós,

brasileiros desarmados sem direito à legítima defesa,

pobres coitados vítimas da hegemonia comunista,

largados à própria sorte pela canalha política que nos governa!

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Cracolândia

Quem quer que passe pela avenida Rio Branco ou pela avenida Duque de Caxias, em São Paulo, vai se deparar com a inqualificável cena da cracolândia na Praça Princesa Isabel, local para onde migraram os dependentes após a ação governamental ocorrida semanas atrás.

Antes restrita a estreitas ruas, a cracolândia só era vista pela tv ou pelos valentes que se aventurassem por aquelas bandas. Isso, de certa forma, varria o problema pra debaixo do tapete, como se costuma dizer. Agora, o triste espetáculo está aos olhos de todos, dia e noite, bem ao lado de duas das mais importantes avenidas paulistanas, exigindo solução.

A opinião da população está dividida. Para uns, a solução é na marra: cadeia e cemitério. Para outros, a internação compulsória; para outros ainda, o tratamento voluntário – em ambos os casos, o problema é a escassez de recursos. Há também quem ache que o problema é a restrição às drogas; se fôssem liberadas, não haveria nada disso (como isso pode ser possível, é coisa que me escapa completamente).

Como quer que seja, a consequência do consumo da droga está aí, bem aos nossos olhos, e o que não falta é divergência de opinião. O próprio governo, antes da ação, disse que o problema estava sendo estudado em conjunto com 44 associações, entre polícias, ongs etc.

Mas, em meio a tudo isso, há um assunto proibido – um tabu – sobre o qual ninguém fala: o Foro de São Paulo, organização comunista à qual pertencem as FARC, a narco-guerrilha terrorista colombiana responsável principal pela produção e distribuição de drogas no Brasil.

O movimento comunista foi quem criou o comércio de drogas para ganhar dinheiro e, de quebra, aniquilar populações inteiras. Hoje, o Brasil está dizimado pela maconha, pelo crack e pela cocaína.

Além de traficar, os comunistas fazem coisa muito pior: devastam culturalmente o Brasil e colocam desde cedo na cabeça das nossas crianças belas teorias como a ideologia de gênero, o incentivo ao aborto, às drogas e à revolta, o ódio à religião e mais uma porção de barbaridades que, inevitavelmente, conduzem ao homicídio, ao suicídio e às drogas.

Enquanto não colocarmos o dedo na ferida do Foro de São Paulo, ficaremos numa conversa de surdos enxugando gelo.

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O pecado (mortal) de Danilo Gentili

Danilo Gentili está em maus lençóis: o Judiciário mandou tirar do ar o vídeo sobre a notificação de Maria do Rosário, está correndo o risco de perder o emprego na tv e sendo perseguido pela máquina burocrática do governo federal. Em outras palavras: censura em estado puro.

Também, quem mandou entrevistar Olavo de Carvalho? Esse petulante humilha todo mundo transpirando erudição, falando palavrão e – pasme! – cometeu o desplante de fumar durante o programa.

O próprio Danilo Gentili, ao encerrar a entrevista, soltou a profecia: o que vai acontecer comigo por ter entrevistado Olavo de Carvalho?

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O tagarela FHC, por Ipojuca Pontes

Não deixe de ler o artigo O tagarela FHC, de Ipojuca Pontes, publicado no Mídia Sem Máscara.

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“Convém lembrar, neste encontro de serpentes, que Lula, cangaceiro sem peias, usa a roupagem do comunista truculento e bárbaro. Já FHC, vendendo falso saber, interpreta o papel do socialista light, moderno, globalista.”

“Nos últimos anos, o presidente de honra do PSDB vem exercendo o papel de office-boy do globalismo agenciado pela terceiro-mundista ONU e financiado pelas ONGs InterAmerican Dialogue e a Open Society Foundations, de George Soros, o mega especulador que, segundo denúncia comprovada da revista  Executive Intelligence Review (EIR), lidera o ranking dos pesos pesados do narcotráfico internacional – o que explica o fato de ser ele, Soros, um dos grandes acionistas da Vale do Rio Doce (reserva Carajás), a maior empresa mineradora do mundo, subavaliada e vendida a preço de banana no governo do social-democrata FHC.”

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Danilo Gentili e Maria do Rosário

O site Senso Incomum publicou um artigo de Danilo Gentili intitulado Danilo Gentili: Por que a imprensa não diz que estou sendo censurado?

Nele, o humorista escreve: boa parte dos políticos é incapaz de separar o público do privado.

É como o povo sempre aconselha: não faça na vida pública o que você faz na privada.

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Ser Mártir

“A terra esfriou, nós católicos é que temos de reanimar o calor vital que se extingue, a nós compete recomeçar também a era dos mártires. Porque ser mártir é coisa possível a todos os cristãos; ser mártir é dar a vida por Deus e pelos irmãos, é dar a vida em sacrifício, quer seja consumida duma só vez como holocausto, quer se vá dando lentamente e fumegue dia e noite como os perfumes sobre o altar; ser mártir é dar ao céu tudo o que se recebeu: o ouro, o sangue, toda a nossa alma”

Frederico Ozanan

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São Bonifácio, mártir

Hoje é dia de São Bonifácio, monge beneditino conhecido como o Apóstolo da Alemanha. Foi morto em 754 por pagãos no Norte da Europa.

Não nos enganemos. O mundo de hoje é tão ou mais hostil ao Cristianismo quanto antigamente. O islã, com o seu ódio a todas as religiões, está às portas. Mesmo que não estivesse, o politicamente correto por si só daria conta do serviço sujo. O politicamente correto é uma mordaça na boca dos cristãos que quer nos impedir de falar o que estamos vendo sob pena de sermos execrados publicamente pelo patrulhamento comunista.

É hora de pedirmos a Deus a mesma força de Bonifácio em seu ardor missionário.

São Bonifácio, rogai por nós.

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O Foro de São Paulo, por Graça Salgueiro

“Foro o quê? Ah, sei… fica atrás da Catedral da Sé…”

Essa é a resposta típica de quem ouve falar do Foro de São Paulo pela primeira vez.

O Foro de São Paulo, “a mais perigosa organização revolucionária das Américas”, foi oficialmente fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro para “recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu” – ou seja, para fortalecer o comunismo; lembre-se: o Muro de Berlim havia caído em novembro de 1989.  Escrevi “oficialmente” porque, na verdade, as suas raízes remontam ao ano de 1967, quando Cuba organizou a Conferência Tricontinental dos Povos Africanos, Asiáticos e Latino-Americanos, e Havana foi escolhida como base para “apoiar, dirigir, intensificar e coordenar operações guerrilheiras e terroristas nos três continentes” (“O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, Heitor de Paola, Editora Observatório Latino).  A frase “recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu” é de autoria incerta; alguns a creditam a Marco Aurélio Garcia (MAG), outros, a Fidel Castro.

Como quer que seja, o Foro de São Paulo já tem mais de 26 anos de existência e permanece desconhecido pela grande maioria dos brasileiros devido ao silêncio cúmplice da mídia. Aliás, a mídia, juntamente com as escolas, vive dizendo que o comunismo acabou. Para quem acredita nesse conto-da-carochinha, o Foro de São Paulo está aí , firme e forte, para provar o contrário.

Nesse contexto, o livro de Graça Salgueiro – O Foro de São Paulo, a mais perigosa organização revolucionária das Américas (2016, Editora Observatório Latino) – é leitura obrigatória para quem quer saber onde está e não se contenta com uma vida de zumbi totalmente alheia à realidade.

Na verdade, “já sai tarde a publicação deste livro da mais autorizada conhecedora do assunto” escreveu Heitor de Paola na apresentação da obra.

Graça Salgueiro ouviu falar do Foro de São Paulo pela primeira vez em 1999 por meio do seu professor de filosofia, Olavo de Carvalho. Olavo, por sua vez, soube da existência do Foro pelo trabalho do advogado José Carlos Graça Wagner, pioneiro no estudo da organização. Durante 15 anos, Olavo escreveu sobre o Foro nos grandes jornais do Brasil e, por isso, foi sistematicamente demitido desses órgãos de imprensa. O Brasil deve muito a Graça Wagner e Olavo de Carvalho, dois patriotas duramente perseguidos por terem tido a coragem de enfrentar essa mega-organização comunista.

De 1999 para cá, a autora se tornou a maior especialista do assunto no Brasil e talvez no mundo. O livro é repleto de referências e amplamente documentado – traz o histórico da entidade, a estrutura, o sistema de trabalho, as fontes de financiamento, os nomes das organizações que delam fazem parte e as suas ligações com organismos internacionais. Além disso, mostra o envolvimento do narcotráfico com o movimento comunista, o papel das urnas eletrônicas em eleições fraudulentas e a inserção do Fórum Social Mundial, Mercosul, Alba, Unasur e Celac como sucursais do Foro de São Paulo. Dá, também, os nomes dos partidos políticos brasileiros que integram o Foro e mostra a função de pessoas como José Dirceu (camarada Daniel), Frei Betto (“pseudo” Frei Betto, nas palavras da autora), Valter Pomar, Emir Sader, Leonardo Boff, Chico Buarque de Hollanda, Antônio Cândido etc., bem como a ajuda que recebeu de Fernando Henrique Cardoso.

Heitor de Paola comenta: “Neste primeiro livro, do que se espera seja uma série de muitos (…)”.

Sim, é verdade, esperamos mais livros e, se a autora me permite, sugiro um segundo volume retratando a saga do Dr. José Carlos Graça Wágner e do filósofo Olavo de Carvalho – dois homens que arriscaram honra, carreira e vida em prol da verdade – e mostrando a cumplicidade dos nossos líderes não-comunistas – intelectuais, espirituais e financeiros – com o Foro. Por conveniência, eles ficaram abraçados a comunistas e jogaram o país na maior crise da sua história, uma crise da qual ninguém sabe como e se sairá. São eles – esses líderes -, mais do que os comunistas, os verdadeiros responsáveis pelo buraco em que fomos jogados. Os comunistas do Foro de São Paulo escolheram o seu caminho – o caminho natural de todo comunista: a mentira, o roubo e o homicídio – mas os nossos líderes não-comunistas tinham a obrigação de se oporem ao Foro de São Paulo e o poder para fazê-lo. Por conveniência, silenciaram e, por isso, sobre eles pesa o sangue de incontáveis vítimas inocentes.

Por isso, a culpa deles é maior.

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