A Câmara dos Deputados aprovou ontem um projeto de lei que permite o divórcio imediato em caso de violência doméstica. O projeto manda informar a vítima sobre essa possibilidade. O texto foi encaminhado para o Senado.

O divórcio, instituído no Brasil em 1977, foi o marco inicial da hegemonia gramsciana em nosso país. Atingiu uma das colunas da civilização ocidental, fundamentada sobre os ensinamentos cristãos. Nosso Senhor Jesus Cristo foi bem claro: “(…) o homem deixará o seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois formarão uma só carne (…) Assim, já não são dois, mas uma só carne. Portanto, não separe o homem o que Deus uniu.”

Sim, já estou ouvindo os meus três leitores gritando em uníssono a velha cantinela colocada em suas ocas cabeças: mas o direito de ser feliz, mas antes sozinho que mal acompanhado, mas as brigas, mas isso, mas aquilo, blá-blá-blá…

A hegemonia gramsciana consiste justamente nisso: fazer com que só exista uma opinião. O divórcio, hoje, é algo que ninguém mais discuste. O matrimônio indissolúvel é esquisitice, como esquisito é Nosso Senhor Jesus Cristo. Não vou entrar aqui nos detalhes do porquê o matrimônio é indissolúvel. Não vou cair nessa armadilha. Quero apenas demonstrar a malícia gramsciana. Por isso, vou dar apenas um argumento.

A civilização ocidental foi construída sobre os ensinamentos de Cristo: caridade, autoridade da Igreja Católica, perdão etc. Dentre esses ensinamentos, está a indissolubilidade do matrimônio. Quando essa indissolubilidade é quebrada, o edifício civilizacional cambaleia. A desestruturação da família promovida pelo divórcio – e, juntamente com ele, pelo aborto, pela eutanásia e pela proibição do homeschooling – é uma das principais causas da barbárie que vivemos hoje.

Você pode me dar os argumentos que quiser, argumentos que você aceitou dos professores, dos jornalistas e dos artistas. Eu dou apenas um argumento: a Vida, Paixão e Morte de Nosso Senhor Jesus Cristo. Coloque-os na balança e medite.

Ontem, a Câmara dos Deputados deu um largo passo em direção ao desastre total.

O projeto de lei é de autoria de Luiz Lima (PSL-RJ) e de relatoria de Erika Kokay (PT-DF).

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