É comum escutar, nas escolas e na tv, que os portugueses chegaram aqui em 1500 e levaram embora todo o nosso ouro e todas as nossas riquezas, deixando para trás apenas o atraso que enfrentamos.

As coisas não são tão simples quanto os comunas querem nos fazer crer. A realidade é bem mais complexa. Nenhum povo consegue ser cem por cento mau nem cem por cento bom.

Se é verdade que alguns portugueses vieram com a vontade de explorar, outros vieram com a fé cristã. Trouxeram o culto a Nossa Senhora das Sete Alegrias, que faz do brasileiro um povo especial. Souberam, como ninguém, se misturar com índios e negros, na primeira hora, e depois com holandeses, franceses, espanhóis e tudo quanto é gente que vinha chegando.

Quando os primeiros portugas chegaram a onde mais tarde seria a cidade de São Paulo, tomaram o maior susto da vida. João Ramalho, um português enigmático, os precedera. Estava casado com Bartira, a filha do cacique, com quem teve vários filhos.

Hoje a moda é se falar de tolerância – brasileiro precisa tolerar porque brasileiro ama.

Essa é a grande contribuição do povo português ao Brasil, e a grande contribuição do Brasil ao mundo – somos nós quem melhor entende o preceito evangélico:

Tendes um só preceptor e todos vós sois irmãos.

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