Trecho do livro Tesouro em Barro, autobiografia de Fulton J. Sheen.

“Bella Dodd era advogada do partido comunista e tinha uma influência considerável sobre os sindicatos de trabalhadores da cidade de Nova Iorque. Ela estava testemunhando um dia, diante do Comitê de Atividades Antiamericanas, em Washington, e o Senador McGrath de Rhode Island pediu a ela que me fizesse uma visita. “O que ele tem para me oferecer?” O Senador McGrath respondeu: “Ele ensina sobre comunismo na Universidade Católica, ou seja, ele conhece a filosofia de Marx e Lenin”. O senador, então, perguntou se ela tinha medo de me visitar. Ela aceitou o desafio e telefonou-me avisando que estava a caminho.

“Nós nos encontramos em uma pequena sala externa de minha residência e, após a troca de formalidades, observei: “Dra. Dodd, a senhora parece infeliz”. Ela perguntou: “Por que o senhor diz isso?” Respondi: “Oh, eu suponho; de certa forma, nós, padres, somos como os médicos que diagnosticam um paciente olhando para ele”. Quando a conversa chegou a um impasse, sugeri que fôssemos à capela fazer uma prece. Enquanto ajoelhávamos silenciosamente, ela começou a chorar. Ela havia sido tocada pela graça. Mais tarde, eu a catequisei e a recebi na Igreja. Com Marx para trás, ela começou a ensinar direito, primeiro no Texas e depois na Universidade de São João, no Brooklyn.”

Tesouro em Barro – Autobiografia; Fulton J. Sheen, editora Molokai, 2020.

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