Em post anterior, analisei os óbitos no Brasil de 2015 para cá para tentar decrifrar o efeito da peste chinesa em nosso país. Um leitor, entretanto, fez uma consideração importante: face ao momento único pelo qual estamos passando, as estatísticas estão bastante diferenciadas do padrão de anos anteriores – o isolamento pode ter evitado mortes no trânsito, assalto e acidentes de trabalho. Por outro lado, cresceu a violência doméstica, aumentaram os problemas psicológicos (que podem matar) e muita gente, com outras doenças, evitou ir se tratar nos hospitais; mesmo no trânsito, por exemplo, o número de motociclistas mortos aumentou em São Paulo. Some a isso agravantes como desnutrição, falta de sol e falta de exercícios.

Como quer que seja, o efeito real do vírus chinês só será conhecido quando esse pandemônio passar. Se é que será conhecido, algum dia.

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