Se cobrir, vira circo, diz o ditado.

E, de fato, Brasília tem feito o povo gargalhar.

Em recente cena rocambolesca, Joice Hasselmann, a maior promotora da CPMI das fake news, foi flagrada em áudio orientando os comparsas para criarem fake news:

“A gente precisa criar aí uma hashtag: Beatriz, A Sórdida. E eu vou pro ataque com essa vagabunda. Bia Sórdida… Bia Kicis sórdida… Uma coisa assim.”

E, em outra conjura:

“Faz um videozinho bem curtinho aí e bota a cara da Carla com áudio e faz um sacarsmo… ‘Viu? Todo mundo sacou que Lula e Bolsonaro são a mesma coisa; até o PT ajudando contra Moro.’ Vai nessa linha.”

Se perder o mandato, pode virar humorista.

Mas, como isso provavelmente não vai acontecer, quem sabe não vira prefeita de São Paulo, coroando assim a imbatível sequência Hadad-Dória-Covas.

Mas Joice não está sozinha nessa comédia. A própria CPMI protagonizou momentos hilariantes com David Miranda, o caçador de sujeitos, e Hans Tiro-no-pé River.

Brasília seria, realmente, um circo inigualável se não fosse por um detalhe que tira toda a graça – os palhaços somos nós, o povo.

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