Prometeu, neto de Urano e da Terra, era o mais hábil, inteligente e formoso dentre todos os filhos de Jápeto com Clímene. Ajudou seu primo Júpiter na luta contra os Gigantes e este, como paga, o expulsou do Céu e o arrojou na terra deserta e fria, pois Júpiter temia a superioridade do seu benfeitor.

Prometeu, então, criou o homem a partir do limo da terra. Júpiter, por sua vez, pediu a Vulcano, o divino artífice, que criasse a mulher, uma obra original, um ser sem igual. A nova criatura foi dotada de todas as belezas materiais e todos os deuses dotaram-na com atributos próprios à sua divindade.

A mulher recebeu o nome de Pandora, que significa “dotada por todos”. Júpiter deu-lhe uma caixinha de ouro, hermeticamente fechada, com a recomendação de levá-la a Prometeu.

Prometeu, ao vê-la logo percebeu a cilada do primo e afastou-se dela. Mas Epimeteu, nome que significa “imprudente”, irmão de Prometeu, apesar dos avisos do irmão, abriu a caixinha. Imediatamente, uma nuvem de males, desgraças e crimes escapou do interior da caixinha. Epimeteu, assustado, rapidamente tornou a fechá-la mas já era tarde. A horda de males já cobria a terra. Apenas a Esperança ficara no fundo da caixa.

De olho nos males do mundo, Hegel, estranho filósofo alemão pai de Marx e avô de Hitler e Mussolini, teceu a estranha teoria do poder criador do mal – faça o mal; dele virá o bem.

Da China veio o vírus chinês espalhando a doença. Os comunas, seguindo a orientação de Hegel, jogaram gasolina na fogueira para apagá-la e espalharam o pânico.

João Dória, pressionado pelo legítimo receio da pandemia e pela ilegítima pressão da mídia, instituiu uma quarentena que vai trazer terríveis e imprevisíveis consequências para a frágil economia brasileira.

Hoje Dória abriu a sua caixinha.

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