Texto copiado do livro Crenças, religiões, igrejas & seitas: quem são? de Estêvão Tavares Bettencourt, O.S.B., 6a edição.

O adventismo foi fundado por William Miller (1782-1849). Segundo ele, a segunda vinda de Cristo ocorreria em 1843. Naquele ano, Miller tinha cinco mil discípulos. O prazo transcorreu sem novidades e, então, S.S. Snow, discípulo de Miller, refez os cálculos e disse que o prazo correto seria o ano seguinte. Foi nessa ocasião que os seguidores de Miller tomaram o nome de adventistas. Esse prazo também passou sem efeitos visíveis e o entusiasmo de muitos arrefeceu.

Surgiu então a figura ardorosa da sra. Ellen Gould White. Era metodista quando aderiu à pregação de Miller [fundador do Adventismo] e esperou a vinda de Cristo em 1844. Ellen dizia ter revelações que ela assim explicava: em 1844 se deu realmente algo de novo, não na terra, mas no céu. O santuário de que fala Dn 8, 14 é o santuário celeste, do qual trata também Hb 9, 11s; Jesus, naquele ano, entrou no “Santo dos santos” do céu. A sra. White dizia tê-lo visto com seus próprios olhos; podia atestar que, a partir de 22/10/1844, Jesus Cristo estava a examinar os homens defuntos, aprovando ou reprovando cada um deles. Quando essa obra gigantesca acabasse, os vivos passariam por semelhante julgamento, e o fim do mundo estaria próximo.

A tese, assim proposta pela “vidente”, conseguiu convencer muita gente. Depois que Miller morreu (1848), tornou-se Ellen White a grande mestra do adventismo. Outra tese que a profetisa incutiu aos adventistas foi a observância do sábado… Entre 1840 e 1844, alguns grupos batistas passaram a observar o sábado em lugar do domingo.

Os adventistas do sétimo dia (sabatistas) exigem a fé não somente nas Escrituras, mas também no espírito de profecia de Ellen Gould White. Eis a pergunta decisiva feita a todo candidato: “Aceita o espírito de profecia tal como se manifestou no seio da Igreja escatológica pelo ministérios e os escritos de E. G. White?”

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