Poucos fatos e muitas dúvidas sobre a atual crise do Irã.

Fato 1: o Irã está prestes a pôr a mão na bomba.

Fato 2: o Irã já disse para quem quisesse ouvir que não vai fabricar a bomba para guardar; a primeira será lançada em Israel, país que, segundo eles, deve ser riscado do mapa.

Fato 3: Trump foi bem claro – “Enquanto eu for presidente dos EUA, não deixarei o Irã ter a bomba.”

As dúvidas: por que o Irã disparou dezenas de mísseis balísticos e não acertou nenhum americano? Por que o avião foi abatido? Havia espiões na aeronave? Ou documentos? Qual a força da ditadura iraniana? E qual a força dos manifestantes? A ditadura pode ruir por dentro? Que agentes estrangeiros – americanos, israelenses, russos – estão atuando no país? É possível impedir a fabricação da bomba de forma análoga à realizada anos atrás quando foi injetado malware nas instalações nucleares iranianas? Que jogo estão jogando Rússia, China e a Nova Ordem Mundial? E os vizinhos do Irã?

Muitas perguntas, poucas respostas.

Nesses momentos de crise, vale a pena lembrar as palavras de Ion Mihai Pacepa: “Você precisa ter vivido naquele mundo de segredo e falsidade durante uma vida – como eu vivi – e mesmo assim pode não entender o que está acontecendo nos momentos mais obscuros, a menos que seja um dos pouquíssimos no topo da pirâmide.”

Estamos num momento bastante obscuro e não somos uns dos pouquíssimos no topo da pirâmide.

O que resta a nós, pés-rapados lutando para pagar as contas, é meditar nas palavras de Nossa Senhora do Rosário de Fátima proferidas em 13 de julho de 1917.

“Virei pedir a Consagração da Rússia ao meu Imaculado Coração e a Comunhão reparadora nos primeiros sábados. Se atenderem ao meu pedido, a Rússia se converterá e terão paz; se não, a Rússia espalhará os seus erros pelo mundo.”

Passados mais de cem anos, nenhum Papa atendeu o pedido de Maria, sabe-se lá por quê. A Rússia espalhou e continuando espalhando seus erros pelo mundo. Hoje, está do lado do Irã, apoiando aquela ditadura financiadora de terroristas.

Não somos papas, nem presidentes, nem ditadores. Na nossa insignificância, podemos apenas rezar a Nossa Senhora, Rainha da Paz. A força e o resultado das nossas orações só conheceremos quando nos encontrarmos com Deus.

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