Gutenberg, no século XV, inventou a prensa de tipos móveis e mandou para a aposentadoria legiões de copistas. A história se repete agora com as redes sociais mandando pra casa multidões de jornalistas.

A mídia de massa está com os dias contados pois se trata de um modelo que vai de encontro aos anseios do público. Há tempos que a mídia de massa se tornou um modelo manipulador e de mão única – de cima para baixo, “nós falamos e você ouve”. Virou apenas puro controle social orientado pelo politicamente correto.

O povo hoje quer:

1) criar conteúdo, em vez de apenas receber informações bovinamente; vale a lei de Eric S. Raymond referente ao desenvolvimento de software de código aberto: “dados olhos suficientes, todos os erros são desprezíveis”;

2) participar, dar opinião, o que é impossível no modelo tradicional de mídia de massa, pelo menos em comparação com a intensidade permitida pelas redes sociais; quando a mídia de massa se mete a ouvir o público corre o risco de fazer papelão, a exemplo de Mariana Beltrão que deu voz ao senhor Kuka Beludo ou ao pastor de “falo que eu escuto” da Record que teve que ouvir, ao vivo, cabeludos palavrões de uma ativista antes de conseguir cortar o microfone.

3) treta! O povo quer treta! A internet vive de treta, que é exatamente o oposto do politicamente correto tornado lei nas redações da mídia de massa.

Adeus, manipuladores, a hora de vocês já passou e só vocês não perceberam.

“Mas sempre foi assim e sempre será

O novo vem e o velho tem de passar”

Adauto Santos

Triste Berrante

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