O deputado estadual Capitão Assumção (PSL-ES) ofereceu uma recompensa de 10 mil reais a quem matar o suspeito pelo assassinato de uma mulher. “Eu tiro do meu bolso quem matar esse vagabundo. Não vale dizer onde está localizado; tem que entregar o cara morto. Eu pago (…). Tem que matar essas desgraças, não pode estar vivo, não, essas pragas. (…) Ofereci 10 mil pela cabeça do bandido que matou a jovem. Imprensa me perguntou horrorizada se era isso mesmo. Falei: só tenho 10 mil – se tivesse mais, eu dava mais. (…) Matou uma jovem e não merece estar vivo.”

Mas não é esse faroeste que quero comentar, mas sim a reação da diretora da Comissão dos Direitos Humanos da OAB-ES. “É um retrocesso a posição do deputado, uma afronta ao momento social onde o combate à violência se faz presente. O deputado deveria se preocupar em incentivar a lei e a segurança pública e não o “olho por olho, dente por dente” em que a Justiça era feita pelas mãos dos homens. A lei de talião não nos guia.”

Bem confusas essas frases da senhora diretora. Vamos tentar desvendar o que significam.

Em primeiro lugar, o que será que ela quis dizer com “a Justiça [no tempo da lei de talião] era feita pelas mãos dos homens”? Provavelmente, ela quis dizer que a justiça era feita com as próprias mãos. Ora, a lei de talião veio justamente evitar a vingança. É uma lei de proporcionalidade pois, antes dela, quem tivesse um olho arrancado matava o adversário, quem tivesse um dente arrancado, matava a família inteira do adversário. Ao contrário do que se pensa, a lei de talião foi um avanço civilizatório.

Em segundo lugar, realmente, a lei de talião não nos guia. Foi suplantada pelo perdão cristão. Cristo revolucionou a moral e a Justiça e, sobre os seus ensinamentos, os cristãos construíram a civilização ocidental, a mesma civilização que está sob ataque dos justiceiros sociais e defensores dos direitos dos manos.

E, por último, se a senhora diretora está mesmo preocupada em “incentivar a lei e a segurança pública”, deveria se informar sobre o Foro de São Paulo, a organização comunista de narcotraficantes que inunca o país com drogas, as drogas que estão por trás da criminalidade.

Acredito que a falta de lógica e de lucidez nas desconexas frases da diretora só podem ser atribuídas ou ao calor da discussão ou à burrice que costuma nublar as mentes universitárias brasileiras encharcadas de marxismo.

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Com informações dO Autêntico Produções.

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