Excelentíssimo Prefeito Senhor Bruno Covas

Dias atrás o senhor anunciou a criação das Áreas Calmas – regiões da cidade onde a velocidade dos carros será limitada a 30 km/h. A iniciativa é inspirada pela Zero Vision, da Suécia, e tem como objetivo reduzir as mortes no trânsito.

O trânsito da cidade de São Paulo é complexo, como complexo é o trânsito brasileiro, nem tanto pelo trânsito, mas mais pelo brasileiro. A análise completa de um tema tão complexo certamente não cabe num simples post de um simples blog. Exigiria o gênio de um Gilberto Freyre, que dedicou a vida e a obra a estudar o brasileiro e morreu coçando a cabeça.

Por isso, vou me reter à análise de um único ponto.

A limitação da velocidade, seja qual for – 30, 3 ou 300 km/h – é um erro conceitual. Um legislador jamais saberá qual a velocidade que deve ser praticada num determinado local e num determinado momento porque as condições de tráfego são complexas e cambiantes. Só quem tem a capacidade de julgá-las é o motorista, no momento exato de uma situação concreta. Por isso, limitar a velocidade é tirar do motorista a liberdade de agir e tirar dele a responsabilidade por seus atos.

O motorista tem que ter plena liberdade de agir e, se barbarizar, deve ser punido severamente, não com multinhas e prestaçãozinhas de serviços mas com cadeia brava, tipo resto da vida. Em outras palavras, exatamente o oposto do que temos hoje: o sujeito enche a cara, mata multidões e depois vai distribuir cestas básicas… quem sabe para a família do morto que ele matou? Chega dessa palhaçada.

A liberdade e a responsabilidade do motorista vêm de longe, são duas características fundamentais do ser humano, a ele outorgadas por Deus na Criação.

“não comas do fruto da árvore da ciência do bem e do mal; porque no dia em que dele comerdes, morrerás indibitavelmente.” (…)

“Ouvi o barulho dos teus passos no jardim; tive medo, porque estou nu” (…)

“Quem te revelou que estavas nu? Terias tu porventura comido do fruto da árvore que eu te havia proibido de comer?”

Liberdade e responsabilidade, duas características sobre as quais se sustenta a civilização cristã, duas características sem as quais o Ocidente ruirá. Qualquer governo que as ataque está caminhando rumo ao totalitarismo deicida, exatamente como a Suécia, país de onde vem a pedrada, está fazendo. A antiga terra de Santa Brígida abriu as portas ao multiculturalismo e ao globalismo e em breve tirará da bandeira a cruz – dias atrás, o governo sueco tirou a guarda dos filhos de um pai cristão e os entregou a um casal muçulmano.

Senhor Bruno Covas, o senhor não tem pretensões ditatoriais, muito pelo contrário, eu sei disso. O senhor é um democrata, eu sei que é. Por isso, volte atrás e reconsidere a criação dessas Áreas Calmas, cínico nome típico da novilíngua. É hora de darmos ao motorista paulistano liberdade e responsabilidade. E, se alguém disser ao senhor que o brasileiro ainda não está preparado para essas coisas, replique que esse é mais um motivo para começar imediatamente.

Já passou da hora.

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