Festa triste é uma coisa que não existe. Se é festa, não pode ser triste; se é triste, não pode ser festa.

Trazemos na cabeça a imagem de um Cristo triste – uma coisa que não existe. Uma imagem talvez derivada de uma leitura torta da Escritura, com ênfase na dor da Paixão. Talvez derivada do nosso olhar turvado pelos nossos pecados. Talvez derivada dos ensinamentos de padres entristecidos, quando não mal humorados mesmo.

Se esse é o nosso conceito de Cristo, imagine o que dizem os inimigos dEle. Os Seus detratores dizem que Ele era triste porque não aparece sorrindo em nenhum relato evangélico.

Meditemos, entretanto, no Evangelho de hoje.

Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.

No meio da festa, surge o filho mais velho,

Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança.

Eis o Reino de Deus: uma festa, com música, dança, risos e gargalhadas.

Eis a imagem de Cristo, eis como devia ser a nossa vida: uma festa sem fim.

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