De todas as pessoas que ontem discursaram na Avenida Paulista, a presença mais esperada e mais aplaudida foi a do Padre Paulo Ricardo. O homem chegou cedo, logo após o início do evento, e esperou pacientemente a sua vez – foi um dos últimos a falar – ora ouvindo, ora dando entrevista, ora aplaudindo, ora assentindo, ora se divertindo; riu à beça com a narração de Alex Muller simulando um jogo de futebol entre a vida e a morte.

Em seu discurso, entre tantos ensinamentos, o Padre ressaltou os dois principais argumentos da estratégia infanticida:

(1) Os abortistas querem calar a imensa maioria do povo brasileiro – que é religiosa, que tem temor de Deus, católicos, evangélicos, espíritas, etc. – e dar voz apenas aos ateus, aos materialistas e aos agressores dos direitos humanos. “Você tem as suas convicções religiosas” dizem eles “mas não tem o direito de impô-las a ninguém”. Ora, os abortistas são ateus e o ateísmo também é uma postura religiosa. São eles que querem impor essa postula religiosa à sociedade, e é o que estão fazendo nas escolas: doutrinando os nossos filhos no materialismo.

(2) Os abortistas dizem que a defesa da vida anti-abortista não tem fundamento racional. Outra mentira deslavada porque a ciência, dia após dia, valida e revalida os argumentos pró-vida.

Mas, acima de tudo, o Padre chamou a atenção para o Ano Mariano de 2017 – 300 anos de Aparecida e 100 anos de Fátima. Sempre, no ano seguinte a um Ano Mariano, acontece um grande milagre. Foi assim, por exemplo, a queda do Muro de Berlim em 1989 que ocorreu após o Ano Mariano de 1988.

Neste ano, o grande milagre foi o despertar da imensa maioria silenciosa – “O povo brasileiro acordou!”

E não vai cochilar tão cedo, Padre.

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