Sem Mim, nada podeis fazer

Jo 15, 5

O comunismo é uma mentira anti-cristã baseada na criação de antagonismos e sustentada por uma rede de relacionamentos que conduz à doença mental e ao homicídio.

A propaganda marxista opõe o comunismo ao capitalismo. Isso é uma armadilha.

Em primeiro lugar, o capitalismo é o único sistema econômico que existe, e subsiste mesmo nos países comunistas mais fechados. Existia, por exemplo, na graças a Deus extinta União Soviética – em forma de mercado negro ou economia fascista (onde grandes e poucos grupos empresariais se aliam ao governo numa sociedade de serpentes; mais ou menos como foi tentado aqui pelo lulo-petismo com a criação dos campeões nacionais). Não existe economia comunista.

Em segundo lugar, o marxismo (sistema pseudo-filosófico sobre o qual o comunismo repousa) explica a história por meio dos interesses econômicos. Mas, se a economia é fruto da ação humana, como o resultado pode ser a causa? É mais ou menos como o cachorro e seu rabo: o cachorro abana o rabo, e não o contrário. Querer explicar a ação humana por meio da economia é querer que o rabo abane o cachorro.

O verdadeiro inimigo do comunismo é e sempre foi a civilização ocidental. Quando, na Primeira Guerra Mundial, o proletariado – ao contrário do que pensavam e desejavam os comunas – pegou em armas para defender a pátria em vez de se unir contra as classes dirigentes, o marxismo entrou em uma crise teórica. Por que os proletários do mundo não haviam se unido? Dois pensadores – Antonio Gramsci e György Lukács – acharam o culpado: a civilização ocidental. O Ocidente, criado por Cristo, precisava ser destruído para que o paraíso dos trabalhadores fosse implantado. E não por meio da força, mas por meio da guerra cultural – a luta pela mente dos homens. Era necessário substituir a caridade cristã pelo individualismo materialista.

Hoje, o Ocidente cambaleia. A família está destruída, as drogas tomaram conta, a revolução sexual segue em marcha acelerada (a união homossexual está oficializada; logo virão a pedofilia, a zoofilia e, por fim, a necrofilia), o aborto está aprovado na maior parte dos países, a Igreja está invadida (pela teologia da libertação e pelos padres pedófilos, duas invenções dos soviéticos) e a mídia de massa, a indústria cultural e o sistema educacional se transformaram em máquinas de engenharia social.

Em 1937, Pio XI escreveu, na Carta Encíclica Divinis Redemptoris – Sobre o Comunismo Ateu: “O comunismo é intrinsicamente perverso e não se pode admitir em campo nenhum a colaboração com ele da parte de quem quer que deseje salvar a civilização cristã”.

Cristo disse: “Sabeis que os soberanos das nações as tratam como senhores, e os grandes lhes fazem sentir o seu poder. Entre vós não é assim. Pelo contrário, aquele que entre vós quiser ser grande, faça-se vosso servo. E quem quiser entre vós ser o primeiro, faça-se vosso escravo. Do mesmo modo que o Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a Sua vida em redenção por muitos.”

O espírito de serviço cristão construiu uma civlização – construiu mosteiros, escolas, catedrais, hospitais, asilos, a Ciência, a dignidade da pessoa e, acima de tudo, construiu uma inigualável multidão de santos e santas.

Dois caminhos se abrem à nossa frente: o materialismo megalomaníaco de Marx e a caridade libertadora de Cristo. Na nossa escolha residem a nossa sobrevivência e a sobrevivência do Ocidente.

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