Comunista ladrão é pleonasmo, igual japonês baixinho e gordo folgado.

Isso pode ser provado por duas formas: pela forma histórica e pela forma lógica.

Leia o que escreveu Ion Mihai Pacepa no artigo De Stalin ao Sequestration:

Na teoria, o socialismo é um sonho idílico. Na realidade, é um pesadelo de mentiras, modelado pela infame sentença de Karl Marx “Jeder nach seinen Fähigkeiten, jedem nach seinen Bedürfnissen” (de cada qual segundo a sua capacidade, a cada qual segundo a sua necessidade), uma teoria social que destruiu, uma a uma, todas as economias dos países nos quais foi implantada. Para falar bem claramente, a redistribuição socialista de riqueza é roubo, e o roubo se tornou a política nacional no dia do nascimento da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas. Imediatamente após a revolução de novembro de 1917, o novo governo socialista russo confiscou a riqueza da família imperial, apoderou-se das terras dos russos ricos, nacionalizou a indústria e o sistema bancário e matou a maioria das pessoas de posses. Em 1929, o Kremlin virou o seu ávido olhar na direção dos indivíduos mais pobres do país; confinando os camponeses nas fazendas coletivas, roubou as suas terras juntamente com os seus animais e as suas ferramentas de trabalho. Em poucos anos, praticamente toda a economia soviética funcionava em propriedades roubadas.

Em meados dos anos 1930, o próprio Partido Comunista virou um alvo para o roubo. Após um breve período de liderança coletiva exercida pelo Comitê Central e mais tarde pela sua elite, o Politburo, Stalin em pessoa roubou todos os cargos de alto nível do país e os alfinetou em seu próprio peito como medalhas de guerra, estabelecendo assim um sinistro novo feudalismo em pleno século XX. Mais tarde, isto se repetiu, de forma exatamente análoga, em toda a Europa Oriental ocupada pelos socialistas soviéticos após a Segunda Guerra Mundial. Quando dei adeus para sempre à Romênia socialista em 1978, a lista de cargos e títulos oficiais acumulados por Ceausescu e pela sua esposa podiam facilmente encher uma página inteira.

O colapso do império soviético em 1991 deu um duro aviso de que, no longo prazo, o roubo não compensa, mesmo quando praticado por governantes de um grande país. Todos os socialistas que chegaram à liderança de uma nação acabaram no inferno – todos, de Lenin a Stalin, de Tito a Zhivkov, de Enver Hoxha a Mátyás Rakosi, de Sékou Touré a Nyeree. Tiveram os seus dias de glória passageira, mas todos terminaram em desgraça eterna. Alguns, como Fidel Castro e Hugo Chavez, ainda estão resistindo, mas certamente há um lugar reservado para eles no inferno. (Atualização: Chavez morreu após este artigo ter sido escrito.) Neste ano, quando o Manifesto de Marx completa 164 anos e já devia estar desacreditado, alguns países imprudentes como Grécia, Irlanda, Portugal, Chipre, Itália e Espanha ainda estão sendo devastados por uma mal depositada confiança na frase “a cada qual segundo a sua necessidade” e pela consequente redistribuição da riqueza do país.

Há inúmeras razões pelas quais o socialismo jamais poderá ter sucesso. Uma delas é a atitude irracional dos socialistas em relação ao dinheiro. Os socialistas marxistas sempre descreveram o dinheiro como um instrumento odioso da exploração capitalista, e sempre pregaram o evangelho de que na utópica sociedade socialista não haveria dinheiro, não haveria preços, não haveria salários. Enquanto este dia não chegava, entretanto, eles admitiam que o dinheiro era um mal necessário a ser retido durante o período de transição do capitalismo para o socialismo – pois os líderes socialistas eram incapazes de oferecer qualquer substituto para ele. Como quer que seja, no império socialista soviético, o dinheiro perdeu a sua função de regulação da economia e o seu status de medida de riqueza, tornando-se apenas um instrumento de expressão de salários e preços domésticos. A irracional, imprevisível e caótica atitude socialista em relação ao dinheiro só conseguiu implantar a anarquia econômica. Eu vi isto com meus próprios olhos durante os 20 anos em que estive envolvido com o sistema financeiro da Romênia, quando passei de representante chefe da missão de negócios do país na Alemanha Oriental a conselheiro econômico do presidente romeno.

Trinta e quatro anos atrás, quando rompi com os altos círculos do império soviético, paguei com duas sentenças de morte emitidas pela Romênia, meu país de nascimento, por ajudar o seu povo a parar de pensar no governo como uma benção concedida do alto, e por libertá-los do jugo do socialismo. Infelizmente, vejo agora a praga do socialismo “a cada qual de acordo com a sua necessidade” começando a infectar o meu país de adoção, os EUA. Em 7 de fevereiro de 2009, a capa da Newsweek proclamava: “Somos todos socialistas agora.” [ii] Examente igual ao que o Scînteia, jornal oficial romeno, estampou quando o meu antigo chefe, Nicolae Ceausescu, começou a transformar a Romênia em um monumento a si mesmo. Dois anos após alcançar o poder, a nomenklatura do Partido Democrata americano produziu os mesmos resultados da nomenklatura socialista romena – em escala americana. Mais de quatorze milhões de americanos perderam o emprego e 41,8 milhões de pessoas entraram nos programas de vale-alimentação do governo. O Produto Interno Bruto caiu vertiginosamente de 3,4% para 1,6%. A dívida pública aumentou para 13 trilhões de dólares, número sem precedentes, e o valor projetado para 2019 é de 18 trilhões de dólares.

O Scînteia foi à falência e a Newsweek foi vendida por um dólar. Mas um membro da nomenklatura Democrata, representante do economicamente arruinado estado da Califórnia no Congresso americano – que, por acaso, é admirador e hóspede da Cuba de Fidel Castro – está discursando que o futuro da indústria de petróleo dos EUA “tem tudo a ver com socializar”, tudo a ver com “o governo tomando e gerindo todas as nossas petrolíferas”.

Em 1948, quando a nomenklatura romena nacionalizou a indústria petrolífera, o país era o segundo maior exportador de petróleo da Europa. Trinta anos depois, quando rompi com o marxismo, a Romênia era um grande importador de petróleo, a gasolina era racionada, os locais públicos não podiam ser aquecidos acima de 17°C e todo o comércio era obrigado a fechar antes das 17h30 para economizar energia.

Para finalizar o artigo, Pacepa cita George Santayana: quem não consegue se lembrar do passado, está condenado a repeti-lo.

E, do ponto de vista lógico, o roubo é a decorrência natural do marxismo, filosofia atéia que fundamenta o comunismo. Como os comunas não acreditam que Deus exista, não há nem certo nem errado nem bondade nem maldade, há apenas a práxis, a conquista do poder ou, em outras palavras, a conquista da grana, custe o que custar, é a lei da selva, a lei do cão talvez…

Como é que é, Mano Brown?

Pode crer, pela ordem!

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