Dias atrás foi comemorado (?) o Dia Mundial Sem Carro, festejo decerto criado ou instrumentalizado por engenheiros sociais para estigmatizar o automóvel – esse ícone capitalista opressor branco racista machista fascista. Esqueci algo?

Particularmente, na Grande São Paulo, chega a soar cínica a proposta de deixar o carro de lado e usar outros meios de transporte. Temos a maior frota de ônibus urbana do mundo, o que só serve para atravancar as ruas, uma vez que, em termos de transporte de massa, o que resolve é transporte sobre trilhos – trem e metrô – que, por sinal, é ridicularmente pequeno por aqui. Para infernizar ainda mais a vida do motorista de carro, as recentemente criadas ciclovias roubaram não apenas faixas de rolamento mas também vagas de estacionamento – cerca de 40 mil – o que prejudicou enormemente o comércio. Ao não atender o ciclista e prejudicar motoristas e comerciantes, as ciclofaixas conseguem a proeza de deixar todo mundo enfurecido. Ciclofaixas, aliás, que vivem às moscas.

O principal – um plano diretor que permita o adensamento da cidade para que o povo more perto do trabalho – ninguém tem coragem ou inteligência ou interesse de fazer. Assim, os filhos dos pobres são cada vez mais gentrificados.

Mas nada disso interessa aos engenheiros sociais e aos seus comparsas, os jornalistas totalitários desejosos de implantar um governo mundial. O bom mesmo é descer a lenha no automóvel – o ícone da independência humana -, criminalizar o motorista, pavimentar o caminho para o carro autônomo (que de autônomo não tem nada já que estaremos nas mãos de gigantes da tecnologia cuja sanha manipuladora já conhecemos bem) e festejar os meios alternativos de transporte.

Acho que vou comprar um jegue.

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