Querida Adélia

Permita-me chamá-la assim, já que não conheço o seu nome nem o seu rosto.

Vi o seu depoimento no programa do Roberto Cabrini sobre o atentado a Bolsonaro no qual o seu tio teve tão triste papel. Vi a sua frase angustiada:

– A gente não sabe o que aconteceu com ele.

Você não sabe, Adélia, mas eu sei.

O seu tio começou a sangrenta jornada dando ouvidos a jornalistas mentirosos, a professores manipuladores e a artistas que só fazem sucesso porque são da turminha – a turminha dos revolucionários compelidos pelo demônio, esse demônio de que você tanto ouve falar na sua igreja.

Depois, com a inteligência destruída e a vontade cheia de ressentimento, foi presa fácil para os ativistas políticos dos partidos de esquerda que cultivam um caldo cultural movido a violência e vingança do qual surgirão os inúmeros adélios prontos para matar e morrer.

Como você, Adélia, incontáveis sobrinhas, procuram entender o que aconteceu com os seus entes queridos que enlouqueceram por causa de uma ideologia de ódio e assistem, sem poder fazer nada, à lenta morte dos seus familiares e amigos.

A nós, pobres e solitários pés-rapados, só nos resta lutar pela nossa sanidade e mostrar aos que nos são próximos o precipício no qual acaba a vida moderna de uma sociedade sem Deus.

Oremos, Adélia.

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