Projeto de lei no estado de São Paulo proíbe a exportação de boi vivo. Projeto parecido também corre na Assembléia do Rio Grande do Sul.

Os principais clientes de boi vivo brasileiro são países árabes – o abatimento do gado deve ser feito por eles, segundo princípios religiosos. Os bois vão por navio. Por razões de mercado, as condições de transporte são as melhores possíveis, evidentemente. Se o projeto de lei passar, o prejuízo  aos criadores de gado será incalculável.

A iniciativa, ao lado da Lei (paulistana) do Cachorro Surdo e da lei paulista Vida Longa ao Javali, faz parte da estratégia revolucionária de destruição da civilização ocidental.

A Lei do Cachorro Surdo proíbe que os paulistanos soltem fogos de artifício barulhentos para não ofender o delicado sistema auditivo canino. Hein?! Bebês também sofrem? Não, ninguém citou bebês na lei.

A lei Longa Vida ao Javali proíbe toda e qualquer espécie de caça no estado de São Paulo. Os javalis – animais importados e que, portanto, não têm predador natural no Brasil – se reproduzem à taxa de 40 demônios por ano. O estado tem uma frota aproximada de 500 mil javalis. São animais ferozes que, à diferença das arredias onças, atacam os humanos por atacar. Andam aos bandos e dizimam plantações. Em breve, os bichos serão presença constante nas cidades e migrarão para estados vizinhos.

Todo o alarmismo ambientalista – amor aos animais em detrimento da raça humana, aquecimento global, mudanças climáticas, superpopulação, produção de energia verde (às vezes mais poluidora que o petróleo), incentivo ao ciclismo em claro confronto com o automóvel etc. – não passa de uma estratégia revolucionária. Essa porcaria tem duas fontes: primeiro, a Nova Ordem Mundial, que vê no catrastrofismo ambiental uma forma de destruir a soberania das nações impondo leis internacionais para combater um pretenso fenômeno mundial (inexistente); segundo, a KGB, interessada, desde a década de 1960, em trazer para o Ocidente costumes orientais, principalmente indianos como a meditação transcendental, o vegetarianismo, o panteísmo, o reencarnacionismo, dentre outros, com a finalidade única de destruir o Cristianismo. Esses malucos inculcam na cabeça dos inocentes úteis que o homem é um vírus na Terra; a consequência lógica desse pensamento é o suicídio.

Sob essa perspectiva, pululam leis como as citadas, criadas por traidores da nação e da civilização ocidental.

Os deputados criadores dos projetos de leis sobre os navios de bois decerto estão preocupados com as condições desumanas a que são submetidos os animais na viagem mas pouco se preocupam com o embarque dos filhos dos pobres tratados – aí sim! – como gado nos ônibus, trens e metrôs das grandes cidades.

Plantações, desemprego, fazendeiros, bebês, pobres.. quem se preocupa com isso?

Lembra o discurso do político satirizado pelo programa de humor:

– Odeio pobre! Quanto mais pobre, mais eu odeio!

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