Areia nos olhos do povo: segundo a mídia, os caminhoneiros estão em greve por causa do preço do óleo diesel e o governo busca um jeito de acabar com a greve abaixando o preço do combustível. Nisso se resume, segundo os engenheiros sociais disfarçados de jornalistas, o problema e a solução.

Acontece que o paquidérmico governo brasileiro está desesperado por dinheiro por causa exatamente do modelo econômico fascista adotado por ele mesmo. Tudo tem que passar pelas suas mãos. O problema é que o governo não gera riqueza; quem gera riqueza é a iniciativa privada, o empreendedorismo. Isso pode ser observado historicamente (pelo sucesso de economias de primeiro mundo e pelo fracasso de economias estatizadas) ou pela lógica (burocrata, por definição, é avesso ao risco; e o risco é a alma do empreendedorismo).

A solução, portanto, passa pelo governo fazer exatamente o oposto do que está fazendo – em vez de aumentar impostos, tem que baixá-los; em vez de aumentar despesas, tem que cortar na carne. Mas isso é o mesmo que pedir que chova cerveja ou que dinheiro dê em árvore. Não vai acontecer.

A nação brasileira só sobreviverá se nós – caminhoneiros e gente que gera riqueza – tomarmos o poder e expulsarmos esses sanguessugas a pontapés.

Parece que está dando certo. O governo acaba de pedir trégua.

Atualização (23/5/18, 23h) – Segundo o site Crítica Nacional, a greve não tem cunho de desobediência civil, mas está sendo pautada por movimentos de esquerda, o que em nada desmere a argumentação principal do texto acima.

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