Ao ouvir a decisão de Frodo, Elrond disse:

Chegou a hora do povo do Shire, que saiu dos seus sossegados campos para abalar as torres e os conselhos dos grandes. Que sábio poderia tê-lo previsto? Ou, se fosse realmente sábio, teria querido prevê-lo?

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Os elfos inventaram os anéis de poder. Sauron fingiu amizade e se aproximou deles para descobrir como fabricá-los. E criou O Anel, o mais poderoso de todos, com o qual poderia subjugar todos os outros anéis e dominar o mundo. Mas, numa batalha, ele perdeu a sua preciosa jóia, que, após muitas peripécias, foi cair nas mãos de Frodo. O Anel só obedecia a Sauron e, portanto, precisava ser destruído. O único modo de fazer isso era lançá-lo nas chamas do Vulcão da Condenação, onde havia sido forjado e, portanto, era o único lugar onde poderia ser destruído.

Hoje, estamos em situação parecida. O poder das trevas cresce a cada dia e se concentra nas mãos de alguns poucos, nos empurrando para uma ditadura mundial – globalista, comunista ou islamita. Todos unidos contra o inimigo comum: o Ocidente (leia-se Cristianismo).

É verdade que ao longo da história, todos os projetos de governos mundiais falharam mas isso pouco serve de consolo pois não podemos ficar de braços cruzados esperando o tempo passar. Quereríamos, talvez, viver em outra época. Mas, como disse Gandalf, não nos cabe decidir em que época vamos viver. Tudo o que temos que decidir é o que fazer com o tempo que nos é dado.

O que fazer? nos perguntamos cada um de nós, pobres e desprovidos habitantes de um país de terceiro mundo absolutamente desimportante e nada sossegado. Ao contrário de Frodo, não temos um anel a ser destruído. O mal nos envolve por todos os lados. Terrorismo, banditismo e drogas são apenas algumas das armas do arsenal do inimigo – arsenal infinito porque o chefe deles é o capeta, o anjo do mal que não se cansa nem descansa.

O que fazer? Qual a solução para o nosso tempo?

Temos a pretensão de sermos sábios o suficiente para respondê-lo?

Ou, se somos realmente sábios, pretendemos ter a solução para tudo?

Uma coisa é certa: o inimigo está vencendo. O Ocidente já não é mais cristão.

Isso, sim, está ao nosso alcance mudar.

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