Soldados de Espanha, chegou a hora da luta. Mandei queimar os navios para tirar de vocês a tentação de fugir. Vamos lutar com as armas que tivermos às mãos e, se as perdermos, aos socos e pontapés. Se perderem braços e pernas, não se esqueçam que têm dentes. Os que estiverem na frente, se caírem, caiam de lado para que os companheiros de trás usem os seus corpors como escudo. E, se mesmo assim a hora da morte chegar, os seus corpos putefrados empesteiem o ar e levem doenças e morte aos inimigos da Espanha e assim façam, mortos, o que em vida não foram capazes. Avante, por Deus e pela Espanha.

Palavras de Hernan Cortes ao seu minúsculo exército ante a iminência da batalha contra os astecas, cujo número de guerreiros era muito maior.

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Hoje, no Brasil, muita gente está desanimada. Existe, é claro, uma minoria que lucra com a desgraça. Existe também os que vivem de pão e circo e que, como diz o meu amigo Zé, nem sabem se estão indo ou  se estão vindo. O fato é que a desgraça econômica, o emburrecimento generalizado e o decaimento moral desanimam a maior parte da população que ainda consegue pensar.

O desânimo, entretanto, faz parte da estratégia de luta psicológica do inimigo. O inimigo quer tirar de nós o desejo de lutar.

“O Brasil não tem jeito.”

Ué!? Se pode piorar é porque pode mudar e se pode mudar pode melhorar.

“Sempre foi assim.”

Não, nem sempre foi assim. O Brasil nunca foi o Jardim do Éden, é verdade, mas nenhum país também o foi nem é.

“O problema foram os portugas.”

Leia O Mundo Que O Português Criou, de Gilberto Freyre e pare de falar bobagem.

Eis, pois, a hora da luta, da nossa luta, minha e sua.

Alguns esperam, de novo, o salvador da pátria. Meditem nessas palavras de Olavo de Carvalho:

Nenhum problema dura para sempre, mas alguns duram mais que a gente. Se um lado está dispostos a votar, é o outro a matar ou morrer, adivinhem quem vence. Por isso, antes de votar no Bolsonaro, avalie o quanto está disposto a arriscar para mantê-lo no cargo.

O atual salvador da pátria não fará nada sozinho. O nosso dever, ensina OdC, é ocupar espaços. É muito mais fácil – e mais cômodo – tirar uma presidente da República do cargo do que tirar um professor da cátedra. Por isso, devemos ocupar o espaço nas escolas, nos jornais, nos sindicatos, nas sacristias – fora ratos comunistas! – e em todos os setores da sociedade. Foi isso o que o inimigo fez e que agora temos que desfazer.

Veja qual tarefa compete a você e mãos à obra!

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