O que não falta é trouxa.

Daqui uns dias, todos estarão alegres e saltitantes, comemorando o Dia Internacional da Mulher, essa invenção comunista que, em newspeak (a inversão revolucionária do vocabulário) significa o Dia Internacional CONTRA o Homem.

O homem é a bola da vez. A mulher sucumbiu faz tempo atraída pelo canto de sereia feminista. Hoje, mais do que uma companheira, é uma antagonista do marido. No Paraíso, o demônio arrastou primeiramente Eva. A eva moderna já caiu seduzida pela boa vida cuja expressão máxima é a grana. O alvo é agora o homem, mais precisamente o pai de família.

Tudo conspira contra ele nessa guerra psicológica. Na pré-escola, os filhos são jogados contra o pai e contra todo tipo de autoridade – vide lei da palmada. Em casa, a tv distila seu veneno de jararaca em desenhos, novelas, entrevistas, shows e notícias e manda a molecada encher a cara em horário nobre, A hipocrisia televisiva incentiva a bebida ao mesmo tempo em que condena o tabagismo. O anti-tabagismo é a primeira das experiẽncias de manipulação psicológica; nada mais é do que a substituição de um vício por outro. Logo logo você será proibido de fumar até dentro de casa, a menos que seja maconha. A indústria cultural – cinema, teatro, música, literatura – virou máquina de propaganda. A internet, o último reduto da liberdade humana, é dominada por meia dúzia de sites que fazem do internauta gato e sapato: o facebook e o google deitam e rolam com seus algoritmos do quinto dos infernos; o trending top do tweeter está à merce dos bots; a wikipedia  tem confiabilidade duvidosa, para dizer o mínimo. Tudo isso sem falar na ideologia de gênero, a cereja do bolo de merda moderno.

O governo, como não podia deixar de ser, dá a sua contribuição para eliminar a masculinidade da face da terra. O desarmamento tira do pai de família o legítimo direito de defender a vida dos seus entes queridos e faz dele um bobão. O incentivo ao uso de bicicletas – que os trouxas acreditam ser o incentivo a uma vida saudável – é, na verdade, uma guerra aberta contra o automóvel – esse símbolo capitalista maldito da independência humana; nessa onda entram as faixas exclusivas de ônibus (que não em nada resolvem o problema do transporte) e o fomento à guerra surda travada entre motoristas e motociclistas. E, por falar em automóvel, vem aí o carro autônomo, que de autônomo não tem nada porque vai estar nas mãos das grandes corporações (carro autônomo, mais um verbete da newspeak) Se tudo isso falhar, o governo ainda tem uma arma infalível contra o pai de família provedor: o imposto, essa escravidão moderna prognosticada por Karl Marx. Basta ver a atual manipulação dos preços da gasolina e o grau de inércia do povo, só para dar um exemplo. Tem até piada: “Você viu que subiu o preço da gasolina?” diz um amigo para o outro, que responde: “Eu não ligo; ponho sempre dez pau.” Sim, o brasileiro já não liga – está anestesiado e emasculado.

Tudo começou com Lutero, que fez o primeiro movimento contra a autoridade paterna ao se revoltar contra o Papa (= pai). De lá para cá, o Ocidente veio num embalo que culminou com o maldito Pacto de Metz, em agosto de 1962, às portas do Concílio Vaticano II – os comunas de Moscou e alguns cardeais armaram uma arapuca para João XXIII, a maior rasteira da história dos Papas. O resultado disso tudo é que hoje, no Brasil, o Lula consegue contar o número de católicos nos dedos da mão esquerda. Acontece que a história do Catolicismo é a própria história do Ocidente, e um homem sem religião não é um homem.

Mas nada disso é motivo de preocupação. Dia 8 vem chegando. Veremos os mendigos de like mandando florzinhas pelo Facebook com a futilidade dos tolos. Todos alegres e saltitantes.

Trouxa é o que não falta.

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