Temos uma dificuldade muito grande para enxergar a alegria de Jesus. Decerto, isso é causado pelos nossos pecados e porque os pastores – os que têm a missão de difundir a palavra de Cristo – estão entre as pessoas mais mal-humoradas que existem.

(Ei, não venha me dizer que estou falando mal dos padres. Quem fala mal dos padres é você que os engana dizendo que são maravilhosos e tudo o quanto fazem é perfeito.E assim você os empurra para o abismo.)

O fato é que Jesus estava em Cesaréia de Filipe reunido com os discípulos. Nesses momentos de petit comité, Cristo tinha a oportunidade de demonstrar toda a Sua alegria. Uma alegria que poucos podiam — e podem — entender.

No meio da algazarra, Ele perguntou:

— Quem o povo diz que Eu sou?

As respostas vieram disparatadas:

— João Batista!

Risos.

— Elias!

Gargalhadas.

— Jeremias!

Mais risos e mais gargalhadas. Assobios.

De repente, exibindo a Sua capacidade de fazer com que as coisas mais prosaicas se tornem assuntos de vida ou morte para cada um de nós, Cristo disparou:

— E vós, quem dizeis que Eu sou?

Êpa! Rir dos outros é fácil. O anonimato é fácil. A multidão é fácil. Quero ver o macho para enfrentar, sozinho, o olhar de Cristo.

Essa é a pergunta derradeira, que teremos que responder mais cedo ou mais tarde. — quanto mais cedo, melhor.

Para respondê-la, nada melhor do que ler e meditar os Evangelhos.

A palavra de Deus, entretanto, é cifrada. Cristo mesmo disse isso: (…) para que vendo, não vejam; para que ouvindo, não ouçam nem compreendam.

Por isso, a leitura de livros que explicam o Evangelho pode ser de grande ajuda para nós.

Nesse sentido, A Vida de Cristo, de Fulton Sheen, obra recém-lançada pela Editora Molokai, com a qualidade editorial costumeira, (um catatau com mais de 700 páginas) é uma excelente oportunidade para aprofundarmos no conhecimento de Jesus.

Fulton Sheen foi um bispo americano (1895-1979) que exerceu muita influência não apenas na sociedade americana (onde teve um programa de rádio e foi pioneiro na evangelização pela tv) mas no mundo todo graças ao seu trabalho de escritor (mais de 70 livros).

Mais do que um simples relato histórico, o livro traz reflexões sobre a atuação do Verbo Incarnado em Sua passagem pelo nosso mundo. Dentre tantas outras coisas, você entenderá o porquê de frases aparentemente duras de Cristo – “Mulher, o que nós temos com isso? A minha hora ainda não chegou” – que forma, para muitos a imagem de um Jesus bocudo. Ou o porquê dEle ter se negado no deserto — “manda que essas pedras se transformem em pães” — a fazer o papel de um Cristo padeiro como querem Satanás e seus office-boys reformadores sociais. E tantas outras passagens aparentemente contraditórias ou de difícil entendimento que fazem dEle, para nós, modernos espertalhões de uma era de ignorantes, uma figura enigmática ou estranha.

Já já Jesus vai chamar você para a pergunta inescapável. Por isso, compre logo o livro e aprofunde no amor a Cristo enquanto ainda dá tempo.

Porque, como escreveu o santo poeta:

No entardecer da vida, sereis arguidos sobre o Amor.

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