Durante o regime militar, o Dia do Soldado era um acontecimento. Com a ascensão da esquerda ao poder, a comemoração foi apagada do calendário. O apagamento de datas e pessoas é comum na estratégia comunista.

Não que os comunas odeiem os soldados. Dona Dilma criou a Força Nacional, sua guarda pretoriana que adora bater em caminhoneiros. (Antes de me xingar de racista, procure no dicionário o significado da palavra pretoriana.) Os black blocs são soldados. Os ativistas universitários também são soldados. Os líderes comunistas virem cercados de seguranças e jagunços. A Rússia, mãe dos comunas, adora soldados e militarismo. Idem para a China, Coréia do Norte, Cuba e Venezuela.

Muita gente nem percebe essas contradições do movimento comunista. Outros, acham que isso é uma atitude oportunista. Outros, ainda, xingam os comunas de mentirosos e hipócritas. Tudo isso, na perturbada mente dos comunas, é papo-furado burguês. Dentro da dialética marxista, não há verdade nem mentira nem moral nem ética nem Deus; há apenas a práxis, o materialismo histórico, a ação criativa do mal.

O Dia do Soldado faz lembrar do episódio em que Lula foi visitar a China. Chegando lá, o presidente chinês quis demonstrar o treinamento e a lealdade da sua tropa. Chamou um soldado e disse:

— Pule pela janela.

Estavam no terceiro andar. O soldado, sem hesitar, pulou. Lula, admirado com a disciplina, quis fazer um teste quando voltou ao Brasil. Chamou um soldado e disse:

— Pule pela janela.

O soldado sorriu e disse:

— De fogo a essa hora, Presidente?!

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