No começo da semana, uma reportagem da Globo noticiou que um rapaz havia se envolvido em uma briga num baile funk de rua na Mooca e estava desaparecido. O meu desconfiômetro de velho jogador de truco foi imediatamente acionado. Ué?! Num país com centenas de milhares de desaparecidos, por que este sumiço foi cirurgicamente pinçado para virar notícia?

O alarme voltou a apitar quando a Globo deu voz ao padre Júlio Lanceloti. Êpa! O caso está tomando corpo.

No dia seguinte, finalmente entendi a estratégia. Em nova reportagem, um jornalista disse que, durante a briga, o rapaz havia sido chamado de “viado”. Ah… agora sim! Tudo se encaixava perfeitamente na estratégia da Globo de promover a ideologia de gênero.

Acontece que “viado”, fdp, corno, pinguço e outros palavrões são usados sem que se queira efetivamente acusar os outros de homossexual, filho de prostituta, traído, alcoolatra etc.

Mas, não, a Globo, em sua sede totalitária de recriar a realidade, agora quer controlar até mesmo os palavrões.

Por essas e por outras, só veja tv para estudar as estratégias que a mídia de massa está usando para controlar o povo. A mídia não tem mais a função de informar; é apenas controle social. Ao ligar a tv, ligue também o seu desconfiômetro de jogador de truco – que tudo vê, tudo percebe (“pega no ar”, como se costuma dizer) – e quando o apresentador cinicamente – com a cara limpa de mentiroso pago a peso de ouro para pronunciar as maiores sandices – disser “truco!”, responda incontinenti:

— Seis, Ladrão!

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