O crescente bate-boca entre Trump e Kim Jong-un e entre Trump e Nicolás Maduro me fez lembrar uma passagem do livro Força Delta, escrito por E. L. Haney, ex-integrante daquele esquadrão anti-terrorista.

O autor relata uma missão em um deserto no Irã. O avião que conduzia a tropa fez um pouco no deserto mas, para surpresa de todos, apareceu um ônibus lotado de passageiros, que foi interceptado. Vejam a postura dos soldados americanos.

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Enquanto isso acontecia, retiramos os passageiros do ônibus e os revistamos. A maioria era homens idosos e mulheres, com algumas crianças e vários jovens. Cerca de quarenta pessoas assustadíssimas. E tinham bons motivos para ficarem assustados, pois era como se a Terceira Guerra Mundial tivesse começado em torno deles. Existem pouquíssimos exércitos no mundo que não os teriam matado ali mesmo, mas nossos sentimentos por aquelas pessoas eram, em nome de Deus, que poderiam ser nossos próprios familiares ou amigos. Quando terminados de revistá-los e os colocamos sentados à beira da estrada, outros aviões surgiam na escuridão e logo havia gente por toda parte.

Resolvemos sequestrar os passageiros do ônibus. Nós os embarcamíamos em um dos aviões C-130 para sairmos do país naquela noite e soltá-los depois que a missão estivesse concluída.

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