Jean-Jacques Rosseau, criador do mito do bom selvagem, era um bom filho da puta.

Segundo o francês, o homem é um ser que nasce bom mas é pervertido pelo meio em que vive. Os índios americanos, por exemplo, eram bons rapazes – talvez por isso tinham por hábito fazer sacrifícios humanos e se devorarem uns aos outros – e se estragaram pelo contato com os europeus cristãos. Em outras palavras, é a negação do Pecado Original e a criminalização do Cristianismo.

Esse discurso é adotado pelos ambientalistas cujo objetivo é o mesmo que o de Rosseau: atacar a civilização cristã (na verdade, o que resta dela) e promover o panteísmo, o comunismo (verde é a nova cor do comunismo), a Mãe Terra e outras asneiras parecidas.

Um exemplo dessa mentalidade de “bom selvagem” é acreditar que os índios viviam em perfeita harmonia com a Natureza, sem interferir no curso das coisas.

Uma pesquisa divulgada em março deste ano, entretanto, indica que a Amazônia foi bastante alterada pelos índios que lá viveram. Foi detectada, perto dos sítios arqueológicos, uma concentração maior das plantas usadas pelos índios. Eles “domesticaram” as árvores, por assim dizer, e podem as ter levado de um local para outro por grandes distâncias. Um trabalho feito durante milhares de anos por milhões de índios.

Isso lembra a piada do homem que se mudou para perto de um brejo fedido e infestado de mosquitos que remetia aos pântanos dos romances de Conan Doyle. Com paciência, durante muito tempo, ele limpou, dragou e cuidou do terreno até que finalmente o lugar ficou limpo e florido. Duas velhinhas passaram pelo local e uma disse a outra:

— Como a Natureza é bonita!

O homem pensou:

— É… a senhora precisava ver como era isso aqui quando ela tomava conta…

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