“Foro o quê? Ah, sei… fica atrás da Catedral da Sé…”

Essa é a resposta típica de quem ouve falar do Foro de São Paulo pela primeira vez.

O Foro de São Paulo, “a mais perigosa organização revolucionária das Américas”, foi oficialmente fundado em 1990 por Lula e Fidel Castro para “recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu” – ou seja, para fortalecer o comunismo; lembre-se: o Muro de Berlim havia caído em novembro de 1989.  Escrevi “oficialmente” porque, na verdade, as suas raízes remontam ao ano de 1967, quando Cuba organizou a Conferência Tricontinental dos Povos Africanos, Asiáticos e Latino-Americanos, e Havana foi escolhida como base para “apoiar, dirigir, intensificar e coordenar operações guerrilheiras e terroristas nos três continentes” (“O Eixo do Mal Latino-Americano e a Nova Ordem Mundial”, Heitor de Paola, Editora Observatório Latino).  A frase “recuperar na América Latina o que se perdeu no Leste Europeu” é de autoria incerta; alguns a creditam a Marco Aurélio Garcia (MAG), outros, a Fidel Castro.

Como quer que seja, o Foro de São Paulo já tem mais de 26 anos de existência e permanece desconhecido pela grande maioria dos brasileiros devido ao silêncio cúmplice da mídia. Aliás, a mídia, juntamente com as escolas, vive dizendo que o comunismo acabou. Para quem acredita nesse conto-da-carochinha, o Foro de São Paulo está aí , firme e forte, para provar o contrário.

Nesse contexto, o livro de Graça Salgueiro – O Foro de São Paulo, a mais perigosa organização revolucionária das Américas (2016, Editora Observatório Latino) – é leitura obrigatória para quem quer saber onde está e não se contenta com uma vida de zumbi totalmente alheia à realidade.

Na verdade, “já sai tarde a publicação deste livro da mais autorizada conhecedora do assunto” escreveu Heitor de Paola na apresentação da obra.

Graça Salgueiro ouviu falar do Foro de São Paulo pela primeira vez em 1999 por meio do seu professor de filosofia, Olavo de Carvalho. Olavo, por sua vez, soube da existência do Foro pelo trabalho do advogado José Carlos Graça Wagner, pioneiro no estudo da organização. Durante 15 anos, Olavo escreveu sobre o Foro nos grandes jornais do Brasil e, por isso, foi sistematicamente demitido desses órgãos de imprensa. O Brasil deve muito a Graça Wagner e Olavo de Carvalho, dois patriotas duramente perseguidos por terem tido a coragem de enfrentar essa mega-organização comunista.

De 1999 para cá, a autora se tornou a maior especialista do assunto no Brasil e talvez no mundo. O livro é repleto de referências e amplamente documentado – traz o histórico da entidade, a estrutura, o sistema de trabalho, as fontes de financiamento, os nomes das organizações que delam fazem parte e as suas ligações com organismos internacionais. Além disso, mostra o envolvimento do narcotráfico com o movimento comunista, o papel das urnas eletrônicas em eleições fraudulentas e a inserção do Fórum Social Mundial, Mercosul, Alba, Unasur e Celac como sucursais do Foro de São Paulo. Dá, também, os nomes dos partidos políticos brasileiros que integram o Foro e mostra a função de pessoas como José Dirceu (camarada Daniel), Frei Betto (“pseudo” Frei Betto, nas palavras da autora), Valter Pomar, Emir Sader, Leonardo Boff, Chico Buarque de Hollanda, Antônio Cândido etc., bem como a ajuda que recebeu de Fernando Henrique Cardoso.

Heitor de Paola comenta: “Neste primeiro livro, do que se espera seja uma série de muitos (…)”.

Sim, é verdade, esperamos mais livros e, se a autora me permite, sugiro um segundo volume retratando a saga do Dr. José Carlos Graça Wágner e do filósofo Olavo de Carvalho – dois homens que arriscaram honra, carreira e vida em prol da verdade – e mostrando a cumplicidade dos nossos líderes não-comunistas – intelectuais, espirituais e financeiros – com o Foro. Por conveniência, eles ficaram abraçados a comunistas e jogaram o país na maior crise da sua história, uma crise da qual ninguém sabe como e se sairá. São eles – esses líderes -, mais do que os comunistas, os verdadeiros responsáveis pelo buraco em que fomos jogados. Os comunistas do Foro de São Paulo escolheram o seu caminho – o caminho natural de todo comunista: a mentira, o roubo e o homicídio – mas os nossos líderes não-comunistas tinham a obrigação de se oporem ao Foro de São Paulo e o poder para fazê-lo. Por conveniência, silenciaram e, por isso, sobre eles pesa o sangue de incontáveis vítimas inocentes.

Por isso, a culpa deles é maior.

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