Quem conheceu a vida do interior do estado de São Paulo da década de 1960 decerto se lembra dos costumes das Semanas Santas: o respeito, a circunspecção, o silêncio… Tudo girava em torno do sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo. Na Sexta-feira da Paixão, sequer se ouvia música, sequer se limpava a casa. O Sábado de Aleluia era uma mistura de tristeza e alegria.

A comparação com os costumes de hoje – suas bebedeiras, suas gargalhadas histéricas, seus churrascos na Sexta-feira Santa, sol e praia no feriadão – nos leva a pensar no que pode ter acontecido com a sociedade brasileira em tão curto espaço de tempo.

A frase mais famosa de Marx – “A religião é o ópio do povo” – serviu como santo-e-senha para os comunistas. Uma espécie de lema orientativo ao redor do qual todas as estratégias comunistas se agrupavam. Observe que o falsário não escreveu “Deus é o ópio do povo” porque sabia que o importante é levar o povo a abandonar a religião e dizer “Acredito em Deus mas não tenho religião”. Na prática, é o mesmo que dizer “A minha religião sou eu mesmo” ou “Meu deus sou eu mesmo”. Acertou na mosca!

A causa mais importante da derrocada da religiosidade brasileira foi a teologia da libertação, criada por Krushchev no fim da década de 1950. A ela, juntou-se o sex lib, a pornografia embalada pela chegada da televisão, a pílula anticoncepcional e a criação do comércio de drogas. Para completar a destruição, logo chegou o divórcio seguido pelo debate sobre o aborto e a eutanásica.

O resultado está aí, diante dos nossos olhos, só não vê quem não quer. A campanha da fraternidade da cnbb deste ano é sobre a mãe-terra, a nova divindade de regresso ao panteísmo. Em vez da música Osana Hey Osana Ha, o povo cantou Bioma Hey Bioma Ha.

Sim, infelizmente, Marx está vencendo, pelo menos no Brasil. Em nosso país, a chegada do comunismo foi como arrombar uma porta aberta (OdC). Não houve resistência da nossa parte. E o paraíso na terra prometido pelos comunas levou à maior crise da nossa história com dezenas de milhões de desempregados (o governo diz 13 milhões; portanto, devem ser 26), com dezenas de milhares de homicídios por ano e com uma sociedade inutilizada pelo consumo de drogas.

Hoje, domingo de Páscoa, chegamos a uma encruzilhada. É hora de escolhermos entre o hedonismo e a cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Porque no mundo sempre haveremos de ter tribulações mas não devemos desanimar:

— Eu venci o mundo.

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