As revoltas começaram ontem à tarde com mortes, decapitações, reféns, tiros e fugas. Fala-se em dezenas de mortos e centenas de foragidos em um cenário macabro: o IML tem dificuldade de juntar cabeças aos respectivos corpos. A briga é entre a Família do Norte (FDN) – a maior quadrilha do norte do pais – e o PCC. O espisódio se integra às rebeliões ocorridas em outubro em diversos presídios pelo país; na ocasião, PCC e CV se digladiavam pelo controle das prisões.

A razão dessas disputas é muito simples: o Foro de São Paulo – organização criada por Fidel Castro e Lula em 1990 sob inspiraçao de Frei Beto com o objetivo de recuperar na América Latina o prestígio do comunismo, perdido com o fim da União Soviética, e que congrega partidos esquerdistas e organizações terroristas como as FARC e o MIR – sofreu recentemente duras derrotas (o fracassado acordo de “paz” das FARC, a derrocada do PT, o enfraquecimento da esquerda nos EUA, dentre outras) e perdeu o controle da bandidada. O bando está acéfalo e, nessas horas, vale a lei do cão: quem pode mais chora menos.

Além da luta pelo poder nos presídios, o PCC também luta pelo domínio do tráfico no Rio de Janeiro. Lá, ele se aproveita da frágil situação do estado, que tem dois ex-governadores presos e lida com uma grave crise financeira.

Para embolar ainda mais a situação, a operaçao Ethos, deflagrada em novembro, prendeu advogados suspeitos de colaboração com o PCC e pediu a internação de 14 líderes da quadrilha no Regime Disciplinar Diferenciado (23 horas isolado na cela, além de outras medidas).

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