Deus é amor, Deus é alegria. Maria, Mãe de Deus, é também Mãe da Alegria.

As aparições de Fátima são prova eloquente disso. Apesar de trazer uma mensagem grave – a necessidade de oração e penitência -, toda a história de Fátima é cheia de bom humor. Episódios como a frase do pai de Jacinta e Francisco à esposa, desesperada com a multidão que, sem a menor cerimônia, invadia a sua casa no dia 13 de outubro, (“Deixe estar; quando a casa estiver cheia, não entra mais ninguém!”) ou a escapada da irmã Lúcia da turista que, sem saber com quem conversava, a abordou em solo português, bem à saída da ponte que liga Portugal e Espanha, perguntando se era verdade que a vidente de Fátima agora esta em solo espanhol (“Não, neste momento, a vidente não está na Espanha”) são comuns na narrativa da saga de Fátima.

Logo de cara, na primeira aparição, Maria se aproximou dos pastorinhos envolta em um globo luminoso flutuando pelo ar. Ante o inusitado, Francisco perguntou à líder da turminha, a prima Lúcia:

– Arrebento na pedrada?

Ante a negativa da prima, o pequeno átila se acalmou e presenciou o diálogo de Lúcia com Maria. A Virgem prometeu levá-la para o céu, bem como à Jacinta. Lúcia, então, pediu o destino de Francisco. Maria também garantiu o paraíso ao menino mas, decerto lembrando-se da pedrada que quase tomou, acrescentou:

– Mas antes terá que rezar muitos Terços!

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