O site científico JAMA Internal Medicine publicou recentemente uma pesquisa intitulada Comparison of Hospital Mortality and Readmission Rates for Medicare Patients Treated by Male vs Female Physicians (Comparação das Taxas de Mortalidade Hospitalar e de Readmissão em Pacientes do Medicare Tratados por Médicos vs Médicas, em tradução livre). Medicare é o nome do programa governamental americano de assistência de saúde para idosos. Foram analisados dados de 1,5 milhão de hospitalizações referentes a cerca de 620 mil homens e 960 mil mulheres. Os pacientes – homens e mulheres – foram tratados por cerca de 20 mil médicas e 40 mil médicos.

Conclusão: pacientes tratados pelas médicas tinham risco 4% menor de morte após um mês de internação em comparação a pacientes tratados por médicos. A taxa de readmissão também foi menor: 5%.

A pesquisa não analisou a relação causa-consequência.

Mas quem é que não sabe que as mulheres são melhores cuidadoras? Basta ver o número esmagadoramente superior de enfermeiras em relação a enfermeiros. O mesmo não ocorre na profissão médica por razões sócio-culturais.

O doente vê na mulher a imagem da mãe e a médica vê no doente a imagem do filho. Além disso, a concepção que homens e mulheres têm do corpo é totalmente diferente. Para o homem, o corpo é uma ferramenta, um meio para realizar as ações; para a mulher, o corpo (dela) é destinado a abrigar uma nova vida. Por isso, são muito mais cuidadosas com o próprio corpo.

E, por falar em mãe, um outro site, o Nature Neuroscience, publicou uma pesquisa de nome Pregnancy leads to long-lasting changes in human brain structure (A gravidez acarreta alterações de longa duração na estrutura do cérebro humano, em tradução livre). Nessa pesquisa, os autores descobriram que a gravidez altera, por dois anos, regiões do cérebro das recém-mamães para fazer com que elas possam perceber melhor as necessidades e os sentimentos do bebê.

Pesquisa após pesquisa, a ciência vem demonstrando a mentira da igualdade de sexos.

Aliás, uma sociedade que precisa ser convencida pela ciência de que homem é homem e mulher é mulher está mesmo meio biruta, não acha?

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