É muito comum a gente ouvir, como uma verdade inquestionável:

– O Brasil é o país da desigualdade!

Como se isso fôsse ruim, ou fôsse um mal em si. A desigualdade, por si só, não é um mal, nem é errada e muito menos deve ser combatida diretamente.

Se, por um decreto divino, a fortuna da Terra fôsse dividida igualmente entre todas as 7 bilhões de criaturas do planeta, em pouco tempo – dias? horas? – já haveria ricos e pobres, fõsse pela competência em ganhar dinheiro, fôsse pelas características psíquicas de cada pessoa.

Além do mais, quando uma pessoa enriquece, normalmente leva junto um monte de gente que, se não enriquece, pelo menos melhora de vida (financeiramente falando).

Alguém pode comentar: “Ah, mas em outros países não é assim… não tem tanta diferença salarial entre as pessoas…”

É verdade, mas isso não se combate no campo governamental. É o mesmo que tentar abolir a lei da gravidade por decreto. Normalmente, quem pede o fim da desigualdade é ingênuo ou mal-intencionado. E os mal-intencionados fazem isso para aumentar o poder estatal.

No Brasil as pessoas ganham mal porque não somos produtivos. Basta ver os indicadores educacionais e a produção intelectual. Temos que atacar a raiz do problema: o ódio do brasileiro pela verdade.

E a busca pela verdade chama-se santidade pessoal – o ideal do Cristianismo.

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