Sede simples como as pombas e prudentes como as serpentes.

Na Liturgia de hoje, Cristo dá dois exemplos práticos dessa máxima evangélica.

Quando chegares em um banquete, ocupe o último lugar e o dono da festa dirá: Amigo, vem mais pra perto…

Quando deres um banquete, convides os desvalidos, e, como eles não podem retribuir, serás recompensado por Deus…

Tudo isso, contado por Jesus – com a entonação da voz, com a linguagem corporal, com a expressão facial, com as pausas – deve ter sido mesmo um impagável talk show de fina ironia.

A prudência cristã – um tipo de malandragem – é cada vez mais necessária nos dia de hoje em que os comunas estão mais cínicos do que nunca. Com a combinação de uma perversa estratégia econômica e incentivo ao consumo de drogas, os comunas povoaram as ruas de mendigos para, em seguida, apresentarem o aumento do poder do governo como a solução para o problema criado por eles mesmos. Chegaram ao ponto de se apropriar – roubar – do discurso da caridade cristã.

Para ser capaz de reconhecer a mentira comunista disfarçada de Cristianismo, você precisa estudar bastante, até chegar ao ponto de maestria descrito por Luiz Ayrão na música Lobo da Madrugada:

Eu caí cedo no mundo

E aprendi desde a infância

A conhecer um vagabundo

A cem metros de distância

Porque vagabundo e comunista são sinônimos.

Por isso, em vez de ficar enganando a sua consciência por meio da distribuição de moedas no farol, a solução é entrar na guerra cultural, ao lado de Olavo de Carvalho, Padre Paulo Ricardo e Silas Malafaia, por exemplo. Caso contrário, você pode acabar na situação descrita pelo padre que celebrou a Missa hoje na Capela da Santa Casa de Misericórdia em São Paulo:

– Na nossa cidade, há praticamente um pedinte em cada farol. Se você for dar dinheiro a todos eles, no fim do dia será você quem irá para a esquina…

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