Ontem, o Metrô pedia, pelo sistema de som, que os usuários colaborassem com a empresa levando moedas para facilitar o trôco.

Como bom cidadão, hoje fui comprar bilhetes e dei uma moeda para ajudar. A funcionária, entretanto, não apenas recusou a minha moeda como me deu mais uma, me deixando pensativo – seria pura ignorância matemática ou malícia?

Achei melhor pegar logo a grana e dar o fora para não atrapalhar os pobres paulistanos que faziam fila atrás de mim. Como sofre esse povo!

Lembrei-me de uma ocasião em que – cidadão exemplar! – resolvi dar uma sugestão ao Metrõ pelo site e acabei me vendo às voltas com um formulário estilo interrogatório nazista que me fez desistir de imediato.

Por essas e por outras, dá para entender por que no ano passado a direção do Metrô tentou esconder o estupro de uma operadora de uma cabine de recarga de Bilhete Único – da empresa Prodata Mobility – ocorrido na estação República.

Estamos mesmo vivendo dias doidos…

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