Um dos maiores desafios de um pai de família nos doidos tempos modernos é conseguir educar os filhos no espírito da virtude evangélica. As forças opostas são brutais –  mídia, escola, showbiz, até mesmo muitos pastores e, o que é pior, talvez até muitas esposas.

Não é novidade para ninguém que a estratégia gramsciana levou à lenta, paulatina e total ocupação de espaços na mídia, nas escolas e no showbiz – tá tudo infestado de comunistas. Não espere ajuda dessa turma. De onde menos se espera, daí é que não sai coisa nenhuma mesmo diz o humorista. Ao contrário, fique de olho neles, principalmente na escola: converse bastante com os seus filhos, veja os livros e faça corpo a corpo com as professoras e coordenadoras. Se for o caso, mude de escola; no limite, tire-os da escola e eduque em casa. Vale tudo pela alma dos seus filhos. Sai até mais barato.

A escola tem um problema adicional: os amigos. É na escola que os seus filhos fazem a maior parte das amizades. Na infância, a pressão do grupo é talvez a mais forte força externa sobre a personalidade humana. Você pode querer educar os seus filhos na virtude, mas este não é, certamente, o desejo da maior parte das famílias.

Eu disse famílias? Ainda se pode falar em família quando divórcio, aborto e eutanásia viraram carne de vaca? Outro dia soube de uma escola cuja ficha de inscrição pedia o seguinte: endereço do pai, endereço da mãe e endereço do aluno. Isso é família?

As igrejas, por sua vez, estão invadidas, seja pela “católica” teologia da libertação – que não é teologia muito menos de libertação – seja pela teologia da missão integral nas igrejas protestantes. Não sei qual é a pior. Apure bem o seu faro para descobrir a carniça comunista oculta nas lindas palavras dos belos pregadores.

Mas nenhuma dessas forças se compara ao poder que uma esposa tem sobre o marido e sobre a felicidade do grupo familiar.

São Paulo foi bem claro: esposas, sejam submissas aos seus maridos.

No mundo moderno tomado pela a revolta e a rebeldia, só essa frase já basta para suscitar nas mulheres os maiores ressentimentos e os mais duros discursos. Elas ficam realmente bravas. Mas o Apóstolo sabia o que dizia. O marido é a cabeça da mulher. E a mulher é o pescoço: vira a cabeça para onde quer – ele não disse, mas sabia disso. Sabia que, quando o casal não vive em paz, a vida familiar é um verdadeiro inferno.

A mulher, muito mais do que o homem, é tentada pelo canto de sereia materialista – sucesso, carreira, fama, grana – e quem devia ser a companheira passa para o lado inimigo. A propaganda feminista vocifera contra as palavras da Sagrada Escritura. Vocifera e engana, porque diz uma mentira. Mulheres, sejam submissas a seus maridos. Maridos, dêem a vida pela suas esposas, como Cristo deu a vida na cruz. Das mulheres, pede apenas a submissão; dos homens, pede a entrega total, a dedicação da vida inteira à famíla; a segunda parte, as feministas calam.

Santidade pessoal: esta é a chave para educar os seus filhos na virtude. Porque eles aprendem com você não quando você fala, mas 24 horas por dia, principalmente quando vocẽ não fala. Eles aprendem com o que você é.

Não há muitas alternativas a uma vida santa. O Apocalipse diz Oxalá fosses quente, oxalá fosses frio – oxalá fosses santo, oxalá fosses um demônio. Ou santo ou um malfeitor de primeira grandeza – do porte de Stálin, Hitler, Napoleão ou Átila. Deus os prefere aos medíocres. Jamais seja como a quase totalidade dos nossos contemporâneos cujas palavras são não sou radical, não mato, não roubo, estou na média – a média, a própria definição da mediocridade.

A estes, estão reservadas as mais duras palavras da Escritura: como não és frio nem quente, estou para vomitar-te da Minha boca.

Será que damos asco em Deus?

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