Fugindo de Boromir, Frodo corria colina acima, rumo ao topo do Hamon Hen. Boromir, tomado pelo desejo de poder, perdera a cabeça querendo apoderar-se d’O Anel a qualquer custo. Cansado, Frodo logo chegou ao topo e sentou-se no Trono da Visão, na Colina do Olho dos Homens de Númenor.

Por todos os lados, viu sinais de guerra, orcs saindo de mil tocas, lutas entre homens e elfos e animais cruéis, cavaleiros galopando em Rohan, navios de guerra zarpando do porto de Harad. Todo o poder do Mal estava em andamento.

Para onde quer que olhemos, vemos guerra e destruição e ódio e o poder do mal. Em nosso país, dezenas de milhares de homicídios todos os anos, multidões desgraçadas pela droga, almas destruídas pela falta de religião e família.

Frodo teve o olhar atraído para o leste contra a sua vontade. Passando por pontes arruinadas, portões escancarados e por muitas distâncias, chegou até a temida Barad-dûr, a fortaleza do Senhor dos Anéis onde ficava o Olho que nunca dormia. O Olho sentiu a presença de Frodo usando O Anel e saltou, ávido e feroz, à procura dele. Avançando inexoravelmente amurada sobre amurada, reino por reino, logo saberia onde ele estava.

Ouviu a si mesmo dizendo: “Nunca! Nunca!”

Ou seria: “Sim, irei até você”?

De repente, outro pensamento cruzou a sua mente: “Tire-O! Tire-O! Tire O Anel!”

As duas forças – o Mal e o Bem – lutavam em sua mente.

Mal e Bem lutam no nosso mundo, em nossa vida e em nossa consciência. Da resposta que daremos, depende o nosso futuro e a nossa civilização.

Hoje é o dia de rezarmos a Nossa Senhora, Rainha da Paz, pedindo forças para lutarmos pela paz no mundo e pela paz em nossas vidas.

E Frodo, percebendo que era livre e que tinha uma última chance de exercer a sua liberdade, tirou O Anel. Tomado pelo cansaço mas com voz firme, disse em voz alta:

– Agora farei o que devo fazer.

*

Nossa Senhora, Rainha da Paz, rogai por nós

***

Anúncios