Se nós dois

vamos ser

um casal pra vida inteira…

Rouge – Olha Só

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Apesar das boas intenções e da força do amor inicial, é impressionante o número de casamentos fracassados que vemos nos dias de hoje. Antigamente, um casal separado era exceção; hoje, é regra.

Uma separação não é boa para ninguém. Pode-se compará-la a colar duas folhas de papel e depois tentar separar. O resultado são almas dilaceradas e desesperançadas, quando não crianças com medo e tragadas pelo desespero. Outro dia ouvi uma história de um menininho que disse à mãe: “Eu queria morrer e nascer de novo, no tempo em que a senhora e o pai viviam juntos”.

Pelo que eu observei, boa parte das separações é causada pelo conhecimento superficial que os cônjugues têm um do outro. O motivo das desuniões é, muitas vezes, um namoro mal conduzido. O namoro devia ser um tempo para os namorados se conhecerem. Devia ser mas não é porque este tempo de conhecimento mútuo é atrapalhado pelo sexo pré-matrimonial. Isso mesmo, atrapalhado.

A paixão sexual é a mais forte das paixões; cega e impede que o casal se conheça. O brilho desta paixão é tão intenso que os namorados não conseguem perceber os defeitos um do outro. A personalidade do outro só será conhecida na convivência do casamento, no duro dia a dia, tarde demais.

A necessidade de sexo é justificada, por muita gente, como uma característica humana básica. Mas necessidade é algo de que se carece, como ar ou alimento. O sexo não é necessidade, mas, pelo contrário, abundância – abundância de energia. Além do mais, não é raro que o casal tenha de enfrentar longos períodos de abstinência durante o casamento. Nessa situação, se você tiver esse pensamento distorcido de “necessidade” vai acabar traindo. Certamente, não é isso o que você quer para o seu casamento – nem chifrar nem ser chifrado, certo? (Outro dia ouvi um “pastor” gritando na Praça do Patriarca, centro de São Paulo: “Todo mundo quer enganar mas ninguém quer ser enganado”)

Também não vale dizer que a relação sexual antes do casamento é uma expressão do amor porque o amor dá frutos e o fruto do amor matrimonial são os filhos. O ato fechado à procriação não é amor, é egoísmo, egoísmo a dois.

Mas a pior consequência de um namoro mal feito é a separação após o casamento. Dele, saem filhos sem pai, almas desesperançadas, existências destruídas, incapazes de confiar em alguém, lembranças de bons momentos transformados em tristeza e arrependimento, saudades do que devia ter sido e não foi.

Se você sonha com um casamento para a vida inteira, converse com a sua namorada – ou com seu namorado – e proponha viver a castidade até o casamento. A resposta que você vai obter será, tenho certeza, o melhor presente do dia dos namorados.

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