Ao ver os estranhos símbolos garatujados pelo sisudo homem barbudo e moreno ao seu lado no avião, a mulher não teve dúvidas: denunciou-o à tripulação como um terrorista que escrevia mensagens em árabe. Na verdade, era um economista italiano tentando resolver um problema matemático. A sisudez era resultado da concentração extrema.

A ignorância é mesmo a mãe de todos os males. Se os brasileiros, anos atrás, tivessem dado ouvidos a Olavo de Carvalho, o Brasil jamais teria chegado onde chegou. No caso brasileiro, à ignorância se soma a malandragem, numa mistura impossível de ser vencida. Burrice mais esperteza é igual ao caos onde chegamos.

Não por acaso, Jesus disse: “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará”.

O economista?

Após ter sido interrogado e o mal entendido ter sido desfeito, embarcou tranquilamente no avião, que seguiu viagem com duas horas de atraso e sem a presença da desconfiada passageira.

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